quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Blumenau, a cidade da cerveja



O Vale do Itajaí em Santa Catarina, também conhecido como Vale Europeu, foi colonizado por imigrantes europeus, principalmente alemães. Fundada em 1850, Blumenau é a maior cidade da região e famosa por suas malhas, cristais e porcelanas. A Oktoberfest de Blumenau é uma das maiores festas do Brasil e a maior celebração da cultura alemã fora da Alemanha.

Com casas e prédios em estilo enxaimel, o verdadeiro espírito germânico se reflete na bela cidade pelo sabor marcante da culinária e pelos coloridos trajes folclóricos das festas. Os costumes alemães originais estão presentes nas cucas caseiras, nos doces, geléias, tortas, licores, embutidos, conservas e na produção de cervejas.





A tradição desta festa teve início em 1810 na Alemanha, quando Max Joseph, rei da Bavária, decidiu dar uma grande festa para comemorar o casamento de seu filho, o príncipe Ludwig I, formando uma tradição que iria se repetir todos os anos. Trazida para Blumenau pelos imigrantes alemães, Oktoberfest em alemão significa Festa de Outubro, que é a época de sua realização.





Erguida como uma pequena cidade alemã, o parque Vila Germânica reúne restaurantes, bares, lojinhas de produtos locais e tradicionais, como as tradicionais canecas gigantes de chopp, tulipas, chapéus, bonecas e porcelanas. Durante a Oktoberfest, o parque se transforma em pura diversão, com muita música e danças.

Dos restaurantes saem os pratos típicos, tais como o Kassler (costeleta de porco), Eisben (joelho de porco) Wurst (linguiças e salsichões) e o famoso marreco recheado com purê de maçã ou repolho roxo, tudo acompanhado de muito chopp. No centro da cidade acontecem os desfiles e distribuição grátis de chopp pelo Bierwagen (o carro da cerveja) e pelo Choppmotorrad (moto do chope) enquanto bandinhas percorrem as ruas executando canções tradicionais germânicas.





O gosto pela cerveja foi trazido pelos colonos alemães que, com seu profundo conhecimento, fizeram surgir inumeras cervejarias artesanais na região. As tradições germânicas seguem as recomenações da Reinheitsgebot, norma alemã que estabelece parâmetros de pureza na fabricação de cerveja, o que dá às cervejas da região uma qualidade extra e um sabor inigualável.





Único no Brasil, o Museu da Cerveja reconta sobre o processo de fabricação artesanal. Alguns dos pontos turísticos da região são as visitas às tradicionais cervejarias: Eisenbahn, Bierland, Wunderbier em Blumenau, Schornstein em Pomerode, Das Bier em Gaspar, Borck em Timbó, Heimat em Indaial, Zen Bier em Brusque, Königs em Jaraguá do Sul, Saint Bier em Forquilhinha e Opa Bier em Joinville.







Na Eisenbahn, além de conhecer a história, o processo de fabricação e os tipos de cervejas, pode-se degustar um chope diretamente de um dos tanques de fabricação. O local da fábrica, ao lado de uma antiga linha de trem em Blumenau, serviu de inspiração para o nome da cervejaria: Eisenbahn, em alemão, significa ferrovia. No bar junto à fábrica há shows de música alemã e ocorrem os tradicionais encontros de grupos de apreciadores de cerveja, os chamados Stammtisch.







Além de sua arquitetura típica, Blumenau também tem as marcas do século 21, como o Shopping Neumarkt. A imensa e surpreendente torre com relógio ao lado do shopping tornou-se um marco da cidade. Localizado nos fundos do Shoping, está o Parque São Francisco, uma reserva da Mata Atlântica com espaços para a recreação infantil e contato com a natureza.

Outra arquitetura moderna é a Catedral São Paulo Apóstolo, construída com pedras de granito vermelho que constrasta com a típica arquitetura enxaimel dos prédios vizinhos. Com um campanário de 45 metros que suportam três sinos e um relógio de quase 500 quilos trazido da Alemanha em 1930, tornou-se um cartão postal da cidade.








Capaz de encantar por sua beleza e simplicidade, as bonitas e bem cuidadas ruas centrais tem canteiros e jardins nas praças. A Rua 15 de Novembro, que no passado era chamada de Rua Wurtstrasse ou Rua da Linguiça, é um dos locais mais movimentados.

O famoso Teatro Carlos Gomes foi construído em 1935 quando a sociedade Teatral Frohsinn lançou sua pedra fundamental de acordo com projeto do alemão Erwin Bruner. No teatro situam-se um dos únicos quatro palcos giratórios existentes no Brasil. Com duas platéias, que comportam 1.100 pessoas, é onde são apresentados diversos espetáculos.







Um dos locais mais famosos de Blumenau é a Praça Dr. Hercilio Luz. Popularmente conhecida como Praça do Biergarten, dali se tem o melhor por do sol de Blumenau. Nos tempos da colônia, a praça era coberta de grama que se estendia até o porto fluvial.

Por ocasião das comemorações de 50 anos de fundação da cidade foi lançada a pedra fundamental do monumento comemorativo da chegada dos fundadores. Após diversas reformas em 1986, instalou-se um pórtico, o restaurante e museu da cerveja, transformando-a em Biergarten ou Jardim da cerveja.

Nesta praça está uma tradicional choperia de onde se tem uma bela vista da outra margem do rio. Neste local está o porto, que durante muitos anos serviu como local de embarque e desembarque de passageiros e mercadorias com destino a diversos locais no país e exterior. Cortada pelo Rio Itajaí que lhe dá um charme especial, o rio também é um dos maiores inimigos de Blumenau. A cada ano, principalmente na época de chuvas, as enchentes invadem as ruas.







Cidade de muitas histórias, há muitos museus na cidade. Um deles é o Museu Ecológico Fritz Muller que tem um grande e importante acervo dedicado à história natural. Originalmente o prédio serviu como residência do alemão Fritz Müller, colaborador de Charles Darwin.

Outro é o Museu da Família Colonial que preserva a cultura dos primeiros imigrantes. Os módulos que já serviram de residências particulares, um dos módulos construído em 1858 é a mais antiga residência do Vale do Itajaí. O conjunto de três prédios é um interessante retrato da cidade e da época de sua fundação, com muitas mobílias e utensílios.

Inaugurado em 1997, o Museu do Cristal oferece aos visitantes uma aula interativa sobre os processos de fabricação do cristal, produção e suas matérias primas, beneficiamento, pintura, lapidação até o resultado final e acabamentos artísticos. Também podem ser apreciadas as etapas de fabricação de uma peça de cristal, desde a bolha de vidro, logo que sai do forno até a moldagem pelo sopro, o corte, lapidação e polimento.







Em Blumenau estão duas das maiores malharias do Brasil, a Hering e Sulfabril. A Hering, fundada pelos irmãos Bruno e Hermann Hering em 1880 tem o símbolo de dois peixinhos, isto porque Hering em alemão significa arenque, um tipo de peixe parecido com a sardinha. Essas empresas mantêm outlets juntos às fábricas, onde os turistas podem escolher à vontade, ainda que os preços não sejam mais baratos que o comércio em geral.

Mas o melhor local para compras é o CIC Blumenau que tem quase 100 lojas reunidas em um mesmo local e bons preços. A poucos quilometros do centro, a Vila Itoupava conserva com fidelidade diversos aspectos da colonização alemã. Além da arquitetura enxaimel entremeada com jardins e floreiras, oferece a venda de deliciosas cucas, doces, tortas e geléias.

Em torno de Blumenau estão várias cidades como Pomerode, Brusque, Botuverá, Indaial, Timbó, Gaspar, Guabiruba, Rio do Sul, Ibirima, Apiúna, Presidente Getúlio, Doutor Pedrinho, Rio dos Cedros, Rodeio, Nova Trento e São João Batista, que também fazem parte do Vale do Itajaí. Ideais para o ecoturismo, as corredeiras do rio Itajaí e seus afluentes são uma das melhores do Brasil para praticar rafting. Com lagos cercados de florestas e montanhas, os lindos cenários de Rio de Cedros são imperdíveis.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Carnaúba dos Dantas, cidade de castelo e lendas





Carnaúba dos Dantas no Rio Grande do Norte pertence à região do Seridó, nome que vem do hebraico "Ceri-toh" já que a região teve forte influência judaíca na formação da população. Da carnaúba se extrai a cera, uma planta que existia em abundância nas terras que pertencia à família Dantas, tendo originado daí o nome da cidade: Carnaúba dos Dantas.








Serra da Rajada/Monte do Galo: A Serra da Rajada é o cartão postal que pode ser vista logo na chegada à cidade. Conta uma lenda que há um tesouro em seu interior. A bela Pedra do dinheiro, de formato curioso e à entrada da cidade, também guarda a lenda de que um carneiro de ouro que aparecia sobre ela prenunciava tesouros enterrados por ancestrais.

Devido a muitas lendas antigas, que remontam ao início da colonização do Vale, dizem que sempre se ouvia o canto de um galo no monte, por isso se tornou conhecido como Monte do Galo.

Tido como o maior santuário religioso do Seridó paraibano e potiguar, o Monte do Galo foi inaugurado em 1928 tendo como padroeira Nossa Senhora das Vitórias cuja imagem foi doada por Pedro Dantas, um dos idealizadores do Cruzeiro. A subida do santuário é feita através de uma via sacra, tendo sido transformado em local de constantes peregrinações e romarias.








Castelo Di Bivar: No alto de uma colina às margens da rodovia surge um castelo que lembra as antigas construções medievais, mas na verdade o Castelo Di Bivar é uma imitação de um castelo renascentista francês. Sendo de propriedade particular, é necessário agendar com antecedência um horário para visitar o castelo.

Erguido em 1984, a obra está inacabada e o nome do castelo é uma homenagem ao filme El Cid. Após assistir ao filme, o proprietário José Ronilson Dantas se sentiu atraído pelo estilo medieval, que resultou na construção do castelo. Conhecido em toda a região, tornou-se uma das principais atrações turísticas do Seridó potiguar.








Sítios arqueológicos: A cidade desperta grande interesse histórico devido aos seus mais de 80 sítios arqueológicos, um dos mais importantes da América do Sul em pinturas ruprestres.

Na caatinga seridoense estão importantes sítios arqueológicos, sinais inequívocos de uma cultura ancestral. Os indígenas chamavam de “itacoatiara” as pedras com letreiros, desenhos, riscos e figuras geométricas encontradas nas rochas e cavernas do sertão.


 

Chapada dos Guimarães


A cidade da Chapada dos Guimarães, a um pouco mais de 60 km de Cuiabá é um dos lugares mais tranquilos do mundo e suas casinhas tem janelas com portais rústicos. Dali se parte para o Parque da Chapada dos Guimarães e um parque de grandes paisagens rochosas. A cada ponto da estrada surge algo fantástico e inesperado, como as grutas de pedras e vários rios de águas transparentes.

O atrativo turístico natural tem grande destaque, pois a natureza construiu imensas belezas que encantam. Com grandes elevações que permitem apreciar todo o vale, surgem cachoeiras de águas brilhantes. Beleza e misticismo se misturam entre árvores retorcidas, cachoeiras e montanhas. É o Cerrado.



A primeira impressão é de uma paisagem agreste, com árvores de pequeno porte e retorcidas, em terrenos aparentemente áridos e sem vida. No entanto,o Cerrado é um dos biomas mais importantes do Brasil. É o berço das águas que estão no subsolo do Cerrado e de onde brotam os rios que formam as principais bacias hidrográficas do país: Platina, Amazônica e Tocantins.

Nesta vastíssima região encontram-se cavernas, grutas, corredeiras, cachoeiras e muitas trilhas que englobam as cidades de Chapada dos Guimarães, Rosário Oeste, Jaciara, Barra do Bugres, Poxoréo, Dom Aquino, Arenápolis e Nortelândia. São 157 km de paredões, 46 sítios arqueológicos, 2 sítios paleontológicos, 59 nascentes, 487 cachoeiras, 3.300 km² de Parque Nacional e 2.518 km² de Área de Proteção Ambiental, 2 reservas estaduais, 2 parques municipais e 38 espécies que não existem em nenhum outro lugar. A flora tem mais de 10 mil espécies de plantas diferentes, exóticas e medicinais.

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães que guarda uma fauna diversificada, flores e cachoeiras foi criado com o objetivo de proteger os ecossistemas locais, assegurando a preservação dos recursos naturais e dos sítios arqueológicos existentes e proporcionando uso adequado para visitação, educação e pesquisa em seus quase 33.000 hectares. Há algumas regras gerais para o uso público que visam o bem estar dos visitantes e para evitar danos ao local. Do parque só se leva recordações na memória e nas fotos.





O Portão do Inferno, apesar do seu nome, é um local de muita paz e tranquilidade com um imenso canyon que a natureza construiu e está ao lado rodovia proporcionando uma vista exuberante dos paredões. É passagem obrigatória para quem vai à Chapada. Devido a uma grande quantidade de cobras que habitam a região, é aconselhável usar botas de cano longo para caminhar na Chapada dos Guimarães, além de levar água para beber. As águas naturais da Chapada são extremamente ferruginosas e provocam desinteria em quem as consomem, ainda que moderadamente. As caminhadas duram cerca de 3 horas e devido ao forte calor, é desaconselhável qualquer passeio entre 11 e 14 horas.

O Morro de São Gerônimo é o ponto mais alto de Chapada, com 850 metros de altitude acima do nível do mar. No percurso até o morro, há fósseis de conchas encravadas nas rochas, demonstrando a formação geológica milenar além das esculturas naturais em arenito chamado Caminho das pedras.





A Cidade de Pedras foi esculpida pela natureza onde o imaginário humano diz lembrar uma cidade. A Casa de Pedra, no lado oposto, é uma gruta de rochas que foi cavada pelas águas do córrego Independência. O Paredão do Eco no alto da Chapada, é um mirante natural formado por paredes de arenito.

Inúmeras cahoeiras lavam a alma de quem está saturado da vida urbana. As águas descem formando piscinas naturais que convidam a um mergulho. As mais conhecidas são Véu de Noiva, Independência, Andorinhas, 19 de Novembro, Pedra Furada, Sete de Setembro, Cachoeirinha, Salgadeira e dezenas de outras.







A Gruta Aroe jari, que na tradição indígena significa Morada das almas, é uma gigantesca e rara gruta de arenito considerada a 2a. maior caverna do Brasil, com 1.100 m de extensão. Dizem historiadores que ela poderia ter sido habitada por indígenas em tempos pré-históricos. Quem quiser ver as maritacas na gruta, deve entrar sem fazer barulho para não espantá-las. Um pouco mais adiante está outra gruta com águas muito frias, e devido à surpreendente cor de suas águas, ela é chamada de Gruta da Lagoa Azul.

Existem uma série de fatores que fizeram de Chapada dos Guimarães um dos pontos de atração de místicos do mundo inteiro. O paralelo 15º Sul passa por regiões que seriam beneficiadas energéticamente, e, segundo as profecias de Dom Bosco, nasceria a civilização perfeita, aquela talvez, almejada no terceiro milênio ou na era de aquário. Este fluxo eletromagnético que passaria por esta região, possibilitaria às pessoas iniciadas um maior contato com os elementais e seres de outras dimensões. Dizem existir sobre Chapada um buraco que permitiria a passagem de ondas cósmicas que normalmente não chegam à superfície.





A Chapada dos Guimarães, que há 300 milhões de anos era o fundo do mar, quando mar afastou deu lugar a um deserto que cobriu toda a região. Durante um passeio pela chapada é possível ver fósseis conchinhas do mar bem visíveis na argila ou hematita. Com o surgimento da Cordilheira dos Andes, a região onde hoje é a Planície Pantaneira afundou, criando então a borda da Chapada com uma diferença de altura vertical de mais de 350 metros.

A quantidade de águas puras das nascentes e rochas com formações de quartzos, hematitas, ouro, diamantes e outras rochas, fazem de Chapada um local que possibilitam às pessoas um contato direto com a natureza, auxiliando o desenvolvimento sensitivo e espiritual, e quem sabe, despertando para uma consciência menos egoísta e mais planetária.

sábado, 12 de novembro de 2011

Diamantina, cidade das serestas



Diamantina, em Minas Gerais, é um conjunto arquitetônico que retrata a riqueza da arte barroca e mantém viva a história do Brasil. Conhecida por seus festivais, suas serestas e a vesperata, um evento em que os músicos se apresentam à noite ao ar livre, o centro histórico com ruas íngremes e calçamentos em pedra serve de cenário todos os anos para um carnaval muito animado.







Terra de Chica da Silva e do ex-presidente Juscelino Kubitscheck, Diamantina possui um dos mais expressivos acervos históricos do país sendo considerada Patrimônio Histórico da Humanidade. Conhecida inicialmente como Arraial do Tejuco, em 1831 passou a ser chamada de Diamantina devido ao grande volume de diamantes encontrados na região.

Os portugueses, que reinavam no Brasil naquela época, remetiam grandes quantidades de diamantes para a Coroa portuguesa no século 17. Dessa época originou a famosa expressão "Santo do pau ôco". Para evitar de pagar impostos, se construiam imagens de santos ocas onde se escondia os diamantes para serem contrabandeados para Portugal.

Foi nessa época que reinou Chica da Silva, a escrava que virou rainha. Como amante do Contratador que detinha a concessão real para explorar as lavras, ela mandava e desmandava na cidade e tinha seus caprichos. Alforriada da escravidão, tornou-se uma mulher muito rica que mantinha muitas muncamas bem vestidas e ornamentadas com diamantes.



A cidade tem inúmeras capelas e igrejas, sendo a Igreja Nossa Senhora do Carmo uma das mais antigas e a mais suntuosa da cidade que tem um órgão trabalhado em ouro. Contruída em 1760 com financiamento do Contratator João Fernandes, o homem mais rico de Diamantina e amante de Chica da Silva, dizem que João Fernandes ordenou a construção da torre da igreja nos fundos da Igreja já que era proibido que qualquer escravo, mesmo alforriado, ultrapassasse a torre da igreja e tinha de assistir a missa do lado de fora da igreja. Mas outros dizem que ela exigiu a construção da torre atrás da igreja pois não queria ser incomodada com o repicar dos sinos da igreja que estava bem próximo de sua casa. A alta sociedade frequentava a igreja discriminavam Chica da Silva por ela ser negra.





O ex-Presidente do Brasil Juscelino Kubsticheck nasceu em Diamantina em 1902. Foi o primeiro presidente a ser eleito pelo voto direto após a Proclamação da República. Durante seu mandato, como presidente da República de 1956-1961, o Brasil viveu um período de notável desenvolvimento e estabilidade política. Com um estilo inovador na política brasileira, Juscelino idealizou a construção de Brasilia e criou em torno de si uma aura de simpatia e confiança entre os brasileiros.

Sua casinha simples hoje é um ponto turístico. Ninguém poderia imaginar que ali nasceria um grande homem que transformaria o destino do Brasil. De família humilde, dizia o ex-presidente que ele tinha um quartinho que mal cabia sua cama e uma mesinha feita de caixotes. Filho de uma professora e órfão de pai aos 3 anos de idade, Juscelino formou-se em medicina e era grande entusiasta das serestas.

Para Diamantina são atraídos estudantes que encontram na Universidade de Diamantina uma das mais prestigiadas Faculdades de Odontologia do Brasil. Na época, quando foi eleito governador, Juscelino Kubsticheck preocupou em instalar na cidade uma escola de nível superior. Sua intenção inicial era iniciar um curso de mineralogia mas tornando-se amigo de um professor de odontologia, criou a faculdade. Naquela época só existia curso de odontologia em Belo Horizonte.





De caráter exótico, o Passadiço da Glória é um cartão postal da cidade. Construído em 1878 para ligar duas casas ,onde funcionava um educandário e um orfanato administrados pelas Irmãs da Ordem de São Vicente de Paula, o objetivo da obra era para reduzir o contato com o mundo externo e facilitar a comunicação entre os prédios. Na época a obra causou polêmica mas depois passou a fazer parte da paisagem da cidade.

A Casa da Glória, construída pela Senhora Josefa Maria da Glória ou pela Coroa Portuguesa, foi uma residência oficial que consagrou grandes festas como a aclamação de Dom João VI como rei de Portugual em 1818 e as núpcias de Dom Pedro I. Nessa casa se hospedaram grandes personalidades políticas e artisticas internacionais, até que a casa foi transformada em educandário. A casa em frente tornou-se um orfanato e deu origem ao passadiço.


A Casa do Muxarabi é um ponto turístico que atrai pelo balcão em muxarabi que significa “de onde se vê sem ser visto”. Erguida no século 18 para ser uma residência particular, o balcão de treliças permite a visão para exterior mas esconde quem estiver vendo de dentro da casa. Originário de construções árabes, era um recurso arquitetônico da época que permitia ventilação e protegia as casas de olhares curiosos.



Outro prédio que chama atenção é a Casa do forro pintado que serviu no passado de moradia para famílias da elite local. No teto de um dos cômodos há pinturas em painéis, onde cores suaves representam cenas idílicas de quatro dos cinco sentidos. Dos sentidos podemos notar a audição sendo simbolizada por uma cena em que o pastor mostra à mulher um pássaro. Já o tato é representado pelo pastor beijando a mão da donzela com um cupido ao fundo. As pinturas têm estilo rococó.









Como cidade histórica, Diamantina tem muitos museus mas também muitas belezas naturais como a Gruta do Salitre que parece um castelo medieval e outras grutas. Com águas muito limpas, diversas cachoeiras se formam na região tais como as Cachoeiras da Sentinela, das Fadas, da Toca, Três quedas, Tombadouro e dos Cristais.

Explorando as redondezas, pode-se chegar aos distritos da Sopa, São João, Curralinho e Beriberi, antigos locais onde se ergueram ranchos durante a época de exploração de diamantes. Beriberi foi criada no passado devido a instalação de uma fábrica e ainda hoje mantém a mesma arquitetura. Com casas antigas, a cidade se tornou um cenário cenográfico.



Diamantina integra o circuito Estrada Real, um dos roteiros culturais e turísticos do Brasil. A trilha existente é uma histórica via de ligação entre o norte de Minas e o sul da Bahia. Atualmente existem apenas cerca de 300 metros de trecho calçado, onde turistas podem observar a vista da cidade através do mirante.

É por ali que passavam os diamantes extraidos e os tropeiros que se deslocavam pelas estradas de Minas levando mantimentos para comercialização. Isso deu origem ao Mercado Municipal que hoje é um ponto turístico onde acontece todos os anos a Feira de Produtores Rurais e Artesanato. Transformado em centro cultural, é nesse local que se reúnem os turistas para conhecer a cultura do Vale do Mucuri e as deliciosas quintadas mineiras.







Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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