terça-feira, 23 de novembro de 2010

Gramado, cidade rainha das hortênsias


Gramado, uma cidade situada nas Serras gaúchas do Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, reserva uma beleza de riquezas naturais exuberantes e indescritíveis. Marcada pela colonização predominantemente italiana e alemã, sedia anualmente o Festival de Cinema Brasileiro e Latino-Americano, distribuindo o famoso prêmio Kikito.



Localizada no coração da região das hortênsias, Gramado está a apenas 115 km da capital Porto Alegre. Gramado foi descoberta por descendentes de portugueses em 1875 mas permaneceu quase despovoada até 1913, quando começaram a chegar os descendentes de imigrantes alemães e italianos, que tomaram a região.

Museu a vapor




Com temperaturas abaixo de zero grau de maio a setembro e a precipitação de neve, a cidade ganha característica européia atraindo milhares de turistas. No verão a temperatura é amena, em torno de 22°C, com alguns dias mais quentes, mas com noites sempre agradáveis, devido ao ar das montanhas e dos bosques.


Gramado tem nos seus Pórticos, as marcas registradas da cidade. O antigo Pórtico em estilo bávaro e o Pórtico novo, construído em estilo normando, saúda quem chega na cidade. O Mirante Vale do Quilombo, no caminho para Canela, está uma das paisagens mais conhecidas da Serra Gaúcha. Dali é possível avistar o belo Vale do Quilombo com seus 850 m de altitude.



O Lago Negro é um dos cartões postais da cidade, cercado de hortênsias, azaléias, álamos e ciprestes, um excelente lugar para caminhada, piqueniques ou um passeio de pedalinho. A área foi uma grande reserva florestal da região, destruída por um incêndio 1942. O reflorestamento começou em 1953 onde se construiu o lago artificial com mudas de pinheiros vindas da Floresta Negra, na Alemanha – daí o nome de Lago Negro.

A Igreja São Pedro, de 1942, é uma das maiores demonstrações de religiosidade da comunidade. A estrutura montada em pedra basáltica tem arte nos vitrais com imagens sacras. A torre, de 46 metros de altura, inspira uma prece a São Pedro, o padroeiro.
A Igreja do Relógio se tornou ponto de referência da cidade devido ao relógio em sua torre. Inaugurada em 1962, homenageia o apóstolo Paulo e fica em uma elevação da Av. das Hortênsias, sobre um bouquet das flores, símbolo da região.


A Lagoa Joaquina Rita Bier tem 17.000m2, num espaço cercado de casas de veraneio, hotéis e araucárias com até mais de 70 anos. O lago é embelezado com uma pequena ilha em seu interior e possui uma pista para corrida e caminhada em suas margens.



Em qualquer época, uma atração é o característico Café Colonial da região. Um requinte gastronômico imperdível. A mistura de opostos começa nas bebidas: vinho colonial branco e tinto, café, leite, chocolate quente, sucos, chá, que acompanha as geléias, pães, salgados, salames, presuntos, queijos, chucrutes, empadas, pastéis, bolinhos de batata, linguiça grelhada, frango e polenta fritos. Tem mais doces: bolos de chocolate, limão ou cerveja, cucas, trouxas de maçã, uma meia dúzia de tortas, mais pudim, ambrosia, mousses, quindim, frutas da época. Tudo isso, numa só refeição.



Logicamente o Rio Grande do Sul tem o melhor churrasco, à moda gaúcha. A culinária local é fantástica e alguns restaurantes agregam show de música e danças típicas gaúchas, como a chula, a boleadeira e a dança do facão. Característico da região é um recanto para beber mate e chimarrão, e no inverno, experimentar a calefação de impacto visual, o fogo de chão.



O Fondue, prato de origem suíça, esquenta o clima romântico da Serra. Mesmo no verão, as noites são frias. Além dos fondues tradicionais , de queijo, carne ou frutas, existem as sequências com os três tipos, mais uma comilança à moda gaúcha: são vários tipos de carne - bovina, suína, frango, caça - dez tipos de molhos, picles na entrada, e seis tipos de frutas com para o chocolate fumegante.

E os chocolates de Gramado são doces pecados. Ninguém consegue deixar de experimentá-los e ir embora levando muitos chocolates, que são super especiais. Outra atração de Gramado é o Mini Mundo.




Também de gramado é possível estender a viagem a Caxias do Sul famosa por seus vinhos; além de Três Coroas , Canela, Nova Petrópolis e Santa Maria do Herval.



A Rota Colonial Baumschneis faz da sua cultura e do seu cotidiano um atrativo turístico. Os empreendedores são pessoas simples e acolhedoras que abrem as portas de suas casas para receber turistas e apresentar o que de melhor a colônia pode oferecer, tanto na gastronomia quanto na hospitalidade.


A cidade de Dois Irmãos é a capital do Café Colonial além de muitas atrações que retratam a imigração alemã, exibe as casas em estilo enxaimel, um sistema construtivo de casa trazido pelos imigrantes alemães. Os vinhos, licores e geléias produzidos ali tem um sabor das antigas receitas tradicionais. O Museu de Sapatinhos em Miniatura, o sitio ecológico e a cachaçaria, também são ótimos passeios.


O roteiro rural Teufelsloch no Vale dos Sinos inclui Ivoti, uma cidade cheia de flores em seus canteiros e guarda ainda as tradições de cidade pequena do interior, onde se vive com qualidade em meio às belezas criadas pela natureza e as obras da força e perseverança de uma comunidade alegre e festeira. Criada a partir de um núcleo de imigrantes alemães e depois pela Colônia Japonesa, a Cidade das Flores, encanta pela paisagem e a gastronomia.

Na Feitoria Nova, é onde existe a maior concentração de casas enxaimel do país. A Colônia Japonesa preserva costumes típicos através dos seus eventos como o Undokai, a gincana esportiva, e o Enguekai, com danças e músicas folclóricas. Na Cachaçaria Weber Haus e a Weingut Berwian – Vinhos Finos, com tecnologia alemã, é um prazer a mais oferecido pela degustação da cachaça e do vinho produzidos na região.


Sapiranga, é a cidade das rosas, que também está no Vale dos sinos. Os canteiros floridos é seu maior espetáculo e dá origem à grande Festa das rosas que movimenta a cidade. A cultura alemã desenvolveu a cidade como também influenciou em suas costumes e tradições. O Morro Ferrabraz, famoso pelo vôo livre, é um diferencial que atrai turistas. Sapiranga também é considerada "a cidade das biciletas".

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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