terça-feira, 11 de setembro de 2012

Caraguatatuba, natureza e muita badalação


Caraguatatuba é sinônimo de lindas praias, boas ondas, paisagens exuberantes, trilhas nas montanhas, rampa de asa delta, bares animados e casas noturnas que movimentam o norte do estado de São Paulo. É o local ideal para quem quer curtir natureza e muita badalação. Conhecida como Caraguá, as belezas naturais são seu o grande charme.

 
 

As praias do centro junto calçadão tem local de esportes e parque de diversões mas as melhores praias de boas ondas para o surf são as praias Massaguaçu, Brava e Martin de Sá de ondas fortes que é mais próxima ao centro. É uma das praias mais bonitas e frequentadas de Caraguá, sendo o point dos jovens.

Os barzinhos e quiosques estão sempre cheios, principalmente em feriados prolongados com gente bonita e animada. A orla é repleta de restaurantes e também é de onde saem os passeios de escuna, aluguel de caiaques, ski-banana entre outros. Nas águas rasas e tranquilas das praias Tabatinga, Prainha, Cocanha e Indaiá concentram as famílias com crianças.
Cocanha
 
 
Capricórnio é uma praia longa, limpa e de fortes ondas em mar aberto onde golfinhos fazem constantes exibições. É a mais extensa praia do litoral de Caraguá e seu maior atrativo é a Lagoa Azul formada por um rio que encontra com o mar. 
 
As praias da Cocanha, Mococa e Tabatinga estão mais distantes do centro. De águas calmas mas com intenso tráfego de lanchas, jet-skis, caiaques e windsurf, dessas praias saem os barcos que levam à Ilha do Tamanduá e Ilhotes de Cocanha que são boas opções para mergulho. 
 
 

Seguindo a trilha que sai do Morro do Camburi chega-se à calma praia do Garcez, que é indicada para pescaria. Adiante a charmosa Prainha tem quiosques e jardineiras. Caminhando pelas praias descobre-se lindos cenários, como a Pedra do Jacaré um dos pontos turísticos mais visitados de Caraguá e onde se chega por meio de uma trilha. A caminhada é curta e a paisagem é surpreendente.
 

A praia Pan Brasil é muito procurada por turistas devido à avenida arborizada e margeada por quiosques. Um pouco mais distantes estão as praias Palmeiras, Romance, Flecheiras e Porto Novo que são calmas e tranquilas, sendo algumas praticamente desertas. A praia do Camaroeiro é o ponto de encontro de pescadores, sendo o lugar ideal para comprar peixe fresco. 


Um dos locais interessantes é a Fazenda de Mexilhões, a maior do Estado de São Paulo. Situada a 14 km do centro, entre a Praia da Cocanha e os dois ilhotes que ficam a aproximadamente 300 metros da praia, pode-se comprar um pacote que dá direito a visitar a fazenda marinha.
 
O cultivo é feito com redes que são lançadas ao mar e permanecem submersas e presas às bóias sendo necessário aproximadamente oito meses para que os mariscos estejam no tamanho ideal para o consumo. É possível ter acesso a um dos ilhotes, conhecer o processo de produção do mexilhão, fazer degustação e até comprar marisco para fazer deliciosos pratos em casa como risotos, paelha, macarrão e outras delícias feitas com frutos do mar.


A cidade é cercada de montanhas e o Parque Estadual da Serra do Mar é a maior preservação contínua de Mata Atlântica do Brasil onde deve-se agendar para fazer trilhas com acompanhamento de guias. A Trilha do Poção de nível médio leva a áreas arborizadas e riachos em seus mais de 3 km de extensão. 
 
Do Morro Santo Antonio está a rampa de voo livre e de onde se tem uma bela vista panorâmica de toda enseada que foi habitada em seus primórdios pelos índios. Até a decada de 1980 os Caiçaras viviam na orla do centro, Prainha, Martins de Sá, Indaiá e Palmeiras, cujas terras foram passadas através de gerações. 

 

O Polo Cultural, situado na Praça Candido Motta, preserva a memória da cidade e contém acervo das tradições do povo Caiçara. Essa é a praça que contém o marco zero da cidade, além da Igreja Matriz, um relógio de sol e um chafariz luminoso. A praça é muito movimentada devido ao comércio em seu entorno.

Sob as árvores da Praça Diógenes Ribeiro de Lima acontece a feira de artesanato que funciona todos os dias durante as temporadas e feriados, com uma enorme variedade de produtos e lembrancinhas da cidade além dos shoppings na beira mar. 
 

Atualmente Caraguá tem destaque no litoral norte de São Paulo mas no passado já esteve sob o risco de desaparecer. Fundada através de um pequeno povoado que surgiu em 1653, pouco tempo depois um violento surto de varíola vitimou muitas pessoas na cidade. Muitos moradores foram obrigados a mudar para outras cidades deixando Caraguá deserta.

Com o passar dos anos, aos poucos a Vila de Caraguá foi sendo novamente povoada. Com comércio precário a cidade dependia de trocar mercadorias em Santos, até que foi instalada a Fazenda dos Ingleses em 1927 que incrementou o crescimento da cidade.  

Com muitas famílias de estrangeiros, a cidade cresceu com forte influência inglesa. Para seu divertimento, os ingleses mandaram construir quadras de tênis, campos de golfe, de polo, jogavam críquete e futebol. Nos anos de 1940 a cidade se tornou um popular destino turístico, passando a receber muitos turistas sendo que alguns deles mudaram-se para a cidade.

Assim como outras cidades litôraneas, Caraguá sempre esteve à mercê de alguns fenômenos climáticos. Com longos períodos de chuvas e tempestades que provocaram muitos estragos e inundações na cidade, às vezes também chegou a inviabilizar o transito no trecho da serra em diferentes épocas.

Porém Caraguatatuba ficou mundialmente conhecida em virtude da dramática catástrofe ocorrida em 18 de março de 1967, quando uma tempestade de poucas horas provocou centenas de deslizamentos nas vertentes escarpadas da Serra do Mar. A serra avançou sobre a cidade despejando milhares de toneladas de lama e vegetação cobrindo-a em grande parte.

A catástrofe ficou popularmente conhecida como Hecatombe. Cerca de 400 casas foram soterradas e os rios ganharam fortes correntezas arrastando casas, árvores, pontes e tudo o que encontrava pela frente. Muitas pessoas jamais foram encontradas, principalmente aquelas que foram arrastadas para o mar e impelidas pelas ondas para pontos bem distantes. 


Grande parte da estrada na serra foi destruída, não sendo possível em muitos trechos reconhecer seu antigo traçado, já que tinha se transformado em precipícios de mais de 100 metros de profundidade. O Rio Santo Antônio, que corta a cidade, alargou-se de 40 para 200 metros deixando Caraguá submersa e isolada. Familias inteiras ficaram soterradas e um bairro inteiro desapareceu.

Não se sabe ao certo quantas foram as vítimas desse episódio que destruiu a cidade, tendo sido necessárias mais de duas décadas para recuperar da maior tragédia já ocorrida no litoral norte paulista.
Mas a força e esperança daqueles que sobreviveram e acreditaram no recomeço fizeram Caraguá renascer, tal qual uma fênix, linda, bela e exuberante. 

Corupá, o maior encontro de trilheiros do mundo



Com um clima agradável de montanha, num cenário de muitos rios e mais de 70 cachoeiras, Corupá é o destino ideal para quem gosta de ecoturismo e esportes radicais. Com ruas calçadas margeando um rio de muitas corredeiras, a cidade é pequena e pacata, exceto nas épocas das festas quando muitos turistas lotam as ruas da cidade. 






Fundada em 1897 como Hansa Humboldt, o nome da cidade era uma homenagem ao geógrafo e naturalista alemão Alexander von Humboldt, que foi pioneiro na descoberta de muitas belezas naturais do Brasil. Em decorrência do clima hostíl que se instalou contra os alemães durante a Segunda Guerra Mundial, o nome da cidade foi mudado para Corupá, que na língua indígena significa "um lugar de muitas pedras".




Rodeada pelas montanhas verdes da Serra do Mar ao norte de Santa Catarina, a extensa área de Mata Atlântica concentra a maior reserva de Canela Preta do mundo. Das serras e montanhas, com mais de 1.000 de altitude, descem dezenas de rios que formam grutas e cachoeiras, algumas com queda d'agua de mais 100 metros de altura.

 

As cachoeiras mais famosas estão no Parque Ecológico Emílio Batistela, também conhecido como Parque do Rio Novo. O trekking de quase 3.000 metros passa por uma estrada de chão batido até o pé do morro e por uma trilha no meio da mata. Há duas trilhas: Araçá que segue por fora e Passa-águas que segue o curso do rio.






São 14 cachoeiras em sequência, cada uma com seu encanto e um nome que a identifica. Todas as histórias que se contam sobre a origem do nome de cada cachoeira é muito peculiar e algumas envolvem lendas folclóricas dos seus descobridores. 





A trilha da Rota das Cachoeiras acompanha o contorno da montanha e na quietude da Mata Atlântica o barulho das águas avisa a proximidade de uma cachoeira. O verde da mata nas proximidades da água brilha em tons mais claros, até que se vislumbra uma cachoeira, um espetáculo que causa um suspiro de admiração pelo cenário de rara beleza. Por isso a 1ª é chamada de Cachoeira do Suspiro, embora todas as outras sejam também surpreendente belas.





Continuando a subida surge a 2ª cachoeira, chamada de Banheira porque forma uma piscina natural que lembra uma banheira. A 3ª é a Cachoeira Três Palmares que são três quedas em seguida, formando três degraus.




A 4ª é a Cachoeira Pousada do Café, porque é o lugar onde se parava antigamente para fazer um lanche e tomar café. Depois de uma caminhada surge a 5ª cachoeira que tem um nome sugestivo: Cachoeira do Repouso. Com uma grande laje de pedra, forma um cenário agradável sendo ideal para acampar ou descansar. 




Mais adiante, a 6ª é a Cachoeira Remanso Grande que tem um grande lago que se estende como um remanso. A 7ª e a 8ª são as duas Cachoeiras da Confluência que se formam no encontro de dois rios. A 9ª é a Cachoeira das Corredeiras chamada assim porque o rio forma uma violenta corredeira antes da queda.




A 10ª é a Cachoeira do Tombo em virtude das pedras escorregadias. A 11ª é a Cachoeira do Palmito que foi batizada pelos descobridores que serviam-se de palmito de uma palmeira existente no local.




A 12ª é chamada Cachoeira da Surpresa, porque antes era considerada a última até ser descoberta a 13ª, a Cachoeira do Boqueirão que tem a descida das águas por uma cratera formando uma calha na pedra. Mas a maior surpresa está mais adiante, a 14ª que é a Cachoeira Salto Grande com 125 metros de queda livre, um belo show por sua imponente grandeza. 




O roteiro para os praticantes de esportes radicais fica entre Corupá e São Bento do Sul que tem mirantes em vários trechos. O majestoso Morro do Boi pode ser avistado de vários pontos da cidade e fascina quem se aventura a chegar até o cume de quase 1.000 metros de altitude, de onde pode-se avistar o oceano. 





Festival Bananalama / Encontro de trilheiros

Há ainda outros roteiros que são bem conhecidos pelos trilheiros. Anualmente Corupá realiza o Bananalama, um encontro que reúne cerca de 3000 trilheiros de todo o Brasil com suas motos afinadíssimas no belo Seminário do Sagrado Coração para realização da trilha pelos bananais.





Realizado em várias edições no mês de julho, quando é comemorado o aniversário da cidade, os organizadores estão se empenhando para inserí-lo no Guinness Book como o maior encontro de trilheiros do mundo. Milhares de pessoas se concentram para assistir as apresentações de manobras radicais e shows artísticos. 







Colonizada por imigrantes alemães, suíços, italianos e poloneses, Corupá conserva ricas tradições culturais. As casas em estilo eixamel ladeadas por estábulos e potreiros formam um típico cenário europeu mantendo a mistura de algumas tradições que se evidenciam nas construções, nos costumes, nas festas e nas cozinhas.

E, por ser a maior produtora de banana do estado, é chamada Capital Catarinense da Banana. Um dos maiores eventos da cidade é o Bananenfest, um festival que mistura a tradição alemã dos campeonatos de tiro e bolão com os curiosos pratos que tem como base a banana: almôndegas, nhoques, chocolates, biscoitos, cucas, tortas e outras versões exóticas jamais imaginadas feitas com banana. 

É uma oportunidade de degustar vários pratos típicos doces e salgados feitos com banana, além da tradicional cachaça de banana. Durante os três dias de festa há exposições, apresentações folclóricas, shows e bailes além da venda do artesanato diferenciado feito com a fibra de bananeira como bolsas, chapéus e belos enfeites.  






Seminário Sagrado Coração de Jesus

O ponto de encontro nas festas é o Seminário Sagrado Coração de Jesus, uma bela construção de 1929 em tijolos aparentes e um jardim frontal em estilo francês com ciprestes e cercas vivas. Situado a 3 km do centro da cidade, foi construído para ser autosustentável num tempo em que seminaristas viviam enclausurados.




O seminário possui restaurante e auditório, além de pastagens e diversas plantações nos moldes dos antigos monastérios europeus. Além da igreja, o claustro para religiosos pode ser visitado durante o ano letivo. No local funciona o Museu Irmão Luiz Gartner que guarda uma coleção de 1.500 exemplares de animais empalhados.  




coleções de orquídeas

Um dos destaques de Corupá são as maravilhosas coleções de orquídeas de várias espécies. Todos os colecionadores e floricultores tem uma longa história de identificação com as flores, tal qual o Orquidário do Gunther Arnfriend onde há mais de 10.000 espécies e cuja coleção foi iniciada há mais de 70 anos.  



 



Não há quem não se encante com as flores do Orquidário Catarinense mantido pela família Seidel, que há mais de 100 anos dedica-se ao cultivo e comércio de orquídeas, bromélias e plantas ornamentais que são destinadas a várias cidades de Santa Catarina e outros estados. 


 


Em Corupá estão alguns dos melhores produtores de plantas ornamentais do Brasil, por isso uma espécie recebeu o nome de Hemerocallis Corupá. A escolha do nome é uma referência às pessoas cuja paixão pelas flores impulsionou o desenvolvimento e a estrutura da floricultura catarinense.  




Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

Seguidores