quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pantanal matogrossense, um dos maiores espetáculos do mundo





Araras azuis, tuiuiús, tucanos, periquitos, garças, borboletas, beija-flores, jaçanãs, emas, siriemas, papagaios, gaviões, carcarás, onças-pintada, cobras, jabutís, lagartos, capivaras, lobinhos, veados catingueiro, lobos-guará, macacos-prego, cervo do pantanal, porco do mato, tamanduás, cachorros-do-mato, antas, bichos-preguiça, ariranhas, suçuaranas, quatis, tatus, piranhas, pacu, pintado, o jáu e inúmeros outros, acordam sob o grito assustador do macaco bugio. Esse é o pantanal brasileiro, um bioma de savana com 250.000 km quadrados, em sua grande parte alagada naturalmente.



Situado no Estado do Mato Grosso e se estendendo ao Chaco boliviano, é considerado pela Unesco como Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. Apesar de ter o nome de Pantanal, poucas áreas são pantanosas. O alagamento natural se forma devido às poucas montanhas da região e a lentidão das águas que fluem para o rio. É a maior área de pesca de água doce do país, onde a infinidade de espécies de peixes atraem inúmeros pescadores e turistas durante qualquer época do ano.

A origem do Pantanal é resultado da separação do oceano há milhões de anos. Existem animais no mar que também estão presentes no Pantanal. O português Aleixo Garcia foi o primeiro a visitar o Pantanal em 1524, e quando viu indígenas da região usando ouro e pedras preciosas como adorno, resolveu explorar a área, chegando até a região onde está hoje a cidade de Corumbá, para onde foram diversos outros aventureiros exploradores atraídos pelas notícias de riqueza daquelas terras.



Mas essas terras ficaram sub desenvolvidas por mais de 400 anos até que o governo do Brasil incentivou a fixação naquelas terras, implantando projetos agropecuários, o que levou inúmeras outras atividades para a região e a tornou uma modalidade de ecoturismo, com inúmeras pousadas e atrativos turísticos próprios da região.

Muitos animais ameaçados de extinção em outras partes ainda possuem suas populações na região pantaneira, como o cervo-do-pantanal, a capivara, o tuiuiú e o jacaré, protegidos pelas leis ambientais brasileiras e instituições governamentais que regulam o turismo naquela área.


Camalotes

No verão, o clima é quente e úmido; porém no inverno se modifica, pode cair geada e a temperatura chegar a zero grau, com muita umidade. Considerada uma das maiores planícies de sedimentação do planeta, é pontilhada por raras elevações de serras e morros, e cortada por inúmeros rios.

O Pantanal vive sob o desígnio das águas; de maio a outubro é chamado período das secas, quando a paisagem se modifica, as águas baixam descobrindo bancos de areia e ilhas. Os rios também mudam seu curso, e em alguns locais a água some sendo necessário abrir poços subterrãneos. A vegetação se torna seca.

As primeiras chuvas torrenciais da estação caem de novembro a abril, a planície rapidamente se torna verde devido à rebrotação de plantas resistentes à falta d'água. Esse aumento das chuvas e a dificuldade de escoamento, inundam as áreas baixas formando um imenso alagamento. Nessa época se torna mais difícil viajar para o Pantanal devido as estradas estarem alagadas. As corrutelas, que são as povoações rurais, ficam isoladas nesse período e o acesso só pode ser feito por barco ou avião.

Quando as águas sobem carregam consigo muitos compostos orgânicos que servem para fertilizar o solo. Diversos tipos e espécies de animais, com seu movimento de formas, cantos e cores, tornam o Pantanal um dos maiores espetáculos da terra, indescritível quando dela se fala, pois reserva em si a qualidade de nunca ser sempre a mesma.

E se modifica a cada ano, quando o leito dos seus rios mudam seu traçado, usando a liberdade que Deus lhe deu para seguir novos caminhos. Imensas áreas são cobertas por plantas flutuantes como o aguapé e a salvínia. Essas plantas são carregadas pelas águas dos rios e juntas formam verdadeiras ilhas verdes, que na região recebem o nome de camalotes.


O pantaneiro acorda cedo para o trabalho e é costume da terra, o café da manhã bem reforçado, com pão, café, arroz, carne seca, e outras delícias. O sarrabulho é prato muito calórico que poucos sabem preparar. É um prato de origem portuguesa que se tornou popular. Em Portugal é feito com miúdos de porco e cabrito; mas no Pantanal é feito miúdos de vaca - coração, rins, fígado e carne moída - servido com arroz e mandioca cozida. Muitas iguarias são de peixes e caldos.



Os jacarés são quase inofensivos e, apesar de medir 2 metros e meio, se alimenta mais de peixes. Sua carne é comestível e a parte mais nobre é o rabo do jacaré. É uma carne branca e consistente, que parece frango mas tem gosto de peixe, servida frita ou ensopada.



As Piranhas são peixes carnívoros que habitam alguns rios do pantanal e podem ser perigosas. Elas se agrupam em locais onde se limpam os peixes e podem causar uma mordida. Nesses locais não se deve mergulhar, pois a piranha pode morder até mesmo depois de morta. Seus dentes afiados podem cortar até o osso num movimento brusco. Na região do Pantanal usa-se a carne para fazer o famoso Caldo de Piranha.



O tereré é uma bebida tipo chá, servida com erva-mate e água fria, que é tomado durante o dia para matar a sede e também quando se reúne para a conversa à tardinha. Em alguns lugares pode-se tomar o tereré como refrigerante. Dizem que o tereré serve acompanhar enquanto se conta lendas, mitos e estórias do lugar, bem como para cantar as melodias regionais.


Tuiuiú - ave símbolo do Pantanal




terça-feira, 23 de novembro de 2010

Gramado, cidade rainha das hortênsias


Gramado, uma cidade situada nas Serras gaúchas do Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, reserva uma beleza de riquezas naturais exuberantes e indescritíveis. Marcada pela colonização predominantemente italiana e alemã, sedia anualmente o Festival de Cinema Brasileiro e Latino-Americano, distribuindo o famoso prêmio Kikito.



Localizada no coração da região das hortênsias, Gramado está a apenas 115 km da capital Porto Alegre. Gramado foi descoberta por descendentes de portugueses em 1875 mas permaneceu quase despovoada até 1913, quando começaram a chegar os descendentes de imigrantes alemães e italianos, que tomaram a região.

Museu a vapor




Com temperaturas abaixo de zero grau de maio a setembro e a precipitação de neve, a cidade ganha característica européia atraindo milhares de turistas. No verão a temperatura é amena, em torno de 22°C, com alguns dias mais quentes, mas com noites sempre agradáveis, devido ao ar das montanhas e dos bosques.


Gramado tem nos seus Pórticos, as marcas registradas da cidade. O antigo Pórtico em estilo bávaro e o Pórtico novo, construído em estilo normando, saúda quem chega na cidade. O Mirante Vale do Quilombo, no caminho para Canela, está uma das paisagens mais conhecidas da Serra Gaúcha. Dali é possível avistar o belo Vale do Quilombo com seus 850 m de altitude.



O Lago Negro é um dos cartões postais da cidade, cercado de hortênsias, azaléias, álamos e ciprestes, um excelente lugar para caminhada, piqueniques ou um passeio de pedalinho. A área foi uma grande reserva florestal da região, destruída por um incêndio 1942. O reflorestamento começou em 1953 onde se construiu o lago artificial com mudas de pinheiros vindas da Floresta Negra, na Alemanha – daí o nome de Lago Negro.

A Igreja São Pedro, de 1942, é uma das maiores demonstrações de religiosidade da comunidade. A estrutura montada em pedra basáltica tem arte nos vitrais com imagens sacras. A torre, de 46 metros de altura, inspira uma prece a São Pedro, o padroeiro.
A Igreja do Relógio se tornou ponto de referência da cidade devido ao relógio em sua torre. Inaugurada em 1962, homenageia o apóstolo Paulo e fica em uma elevação da Av. das Hortênsias, sobre um bouquet das flores, símbolo da região.


A Lagoa Joaquina Rita Bier tem 17.000m2, num espaço cercado de casas de veraneio, hotéis e araucárias com até mais de 70 anos. O lago é embelezado com uma pequena ilha em seu interior e possui uma pista para corrida e caminhada em suas margens.



Em qualquer época, uma atração é o característico Café Colonial da região. Um requinte gastronômico imperdível. A mistura de opostos começa nas bebidas: vinho colonial branco e tinto, café, leite, chocolate quente, sucos, chá, que acompanha as geléias, pães, salgados, salames, presuntos, queijos, chucrutes, empadas, pastéis, bolinhos de batata, linguiça grelhada, frango e polenta fritos. Tem mais doces: bolos de chocolate, limão ou cerveja, cucas, trouxas de maçã, uma meia dúzia de tortas, mais pudim, ambrosia, mousses, quindim, frutas da época. Tudo isso, numa só refeição.



Logicamente o Rio Grande do Sul tem o melhor churrasco, à moda gaúcha. A culinária local é fantástica e alguns restaurantes agregam show de música e danças típicas gaúchas, como a chula, a boleadeira e a dança do facão. Característico da região é um recanto para beber mate e chimarrão, e no inverno, experimentar a calefação de impacto visual, o fogo de chão.



O Fondue, prato de origem suíça, esquenta o clima romântico da Serra. Mesmo no verão, as noites são frias. Além dos fondues tradicionais , de queijo, carne ou frutas, existem as sequências com os três tipos, mais uma comilança à moda gaúcha: são vários tipos de carne - bovina, suína, frango, caça - dez tipos de molhos, picles na entrada, e seis tipos de frutas com para o chocolate fumegante.

E os chocolates de Gramado são doces pecados. Ninguém consegue deixar de experimentá-los e ir embora levando muitos chocolates, que são super especiais. Outra atração de Gramado é o Mini Mundo.




Também de gramado é possível estender a viagem a Caxias do Sul famosa por seus vinhos; além de Três Coroas , Canela, Nova Petrópolis e Santa Maria do Herval.



A Rota Colonial Baumschneis faz da sua cultura e do seu cotidiano um atrativo turístico. Os empreendedores são pessoas simples e acolhedoras que abrem as portas de suas casas para receber turistas e apresentar o que de melhor a colônia pode oferecer, tanto na gastronomia quanto na hospitalidade.


A cidade de Dois Irmãos é a capital do Café Colonial além de muitas atrações que retratam a imigração alemã, exibe as casas em estilo enxaimel, um sistema construtivo de casa trazido pelos imigrantes alemães. Os vinhos, licores e geléias produzidos ali tem um sabor das antigas receitas tradicionais. O Museu de Sapatinhos em Miniatura, o sitio ecológico e a cachaçaria, também são ótimos passeios.


O roteiro rural Teufelsloch no Vale dos Sinos inclui Ivoti, uma cidade cheia de flores em seus canteiros e guarda ainda as tradições de cidade pequena do interior, onde se vive com qualidade em meio às belezas criadas pela natureza e as obras da força e perseverança de uma comunidade alegre e festeira. Criada a partir de um núcleo de imigrantes alemães e depois pela Colônia Japonesa, a Cidade das Flores, encanta pela paisagem e a gastronomia.

Na Feitoria Nova, é onde existe a maior concentração de casas enxaimel do país. A Colônia Japonesa preserva costumes típicos através dos seus eventos como o Undokai, a gincana esportiva, e o Enguekai, com danças e músicas folclóricas. Na Cachaçaria Weber Haus e a Weingut Berwian – Vinhos Finos, com tecnologia alemã, é um prazer a mais oferecido pela degustação da cachaça e do vinho produzidos na região.


Sapiranga, é a cidade das rosas, que também está no Vale dos sinos. Os canteiros floridos é seu maior espetáculo e dá origem à grande Festa das rosas que movimenta a cidade. A cultura alemã desenvolveu a cidade como também influenciou em suas costumes e tradições. O Morro Ferrabraz, famoso pelo vôo livre, é um diferencial que atrai turistas. Sapiranga também é considerada "a cidade das biciletas".

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Amazonia, cantada em versos


Amazônia, a mais imensa e linda floresta, pois agora falo desta: mata verde e céu azul anil colorindo a nossa nação Brasil. No fundo d'água, cantam as iaras, caboclos, suas lendas e suas mágoas; os peixes singrando os rios e os rios levando suas águas que no mar vai desaguar.


Aqui o fruto dá em cacho para alimentar e os pássaros e passarinhos aqui fazem seus ninhos e enfeitam o ar.
Igarapé vai rio abaixo, tem riacho, e esse rio mais parece um mar. Sorri o Jurupari, Juriti, uirapuru canta para a mata acordar. E toda mata tem caipora que está na espreita, essa terra a vigiar. Então manda embora aqueles que vem cortar madeira e toda mata derrubar.


Porque o que aqui se corta levará muitos anos para de novo vingar. Se houvesse consciência, estariam a favor da ciência que dizem que do mundo essa terra é o pulmão. Mas a ganância é tanta, que destroem a floresta sem um pingo de remorso no coração.


Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá. Corre tartaruga, pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiurá, no lugar onde havia mata estão a desvastar e quem habita essa mata vai ter que se mudar. E onde vão morar? Seringueiro vai virar estrangeiro, só vai restar o posseiro nesse pedaço de chão.

Adeus violeiro que cantava a sua canção, encantando a floresta dessa grande nação que desesperado com tanta devastação, pegou a primeira estrada sem rumo, sem direção. Com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa dentro do seu coração.


Papagaios e periquitos cheios de cor, curumins que falam de amor, aqui termino essa história pra gente que tem memória, pois tem muita crença e muito valor. Pra defender o que ainda resta, sem rodeio e sem aresta, uma linda floresta na Linha do Equador.

Da Cantoria de Elomar, Geraldo Azevedo

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Fernando de Noronha, um pedaço do paraiso


Fernando de Noronha, um arquipélago brasileiro com 21 ilhas e ilhotas, é o local perfeito para mergulho e para acreditar que existem paraisos terrestres. Suas águas quentes permitem mergulhos a uma profundidade de 30 a 40 metros sem roupa de neoprene. Próximo a ilha pode-se fazer mergulho avançado e visitar a Corveta Ipiranga a 62 metros de profundidade, que foi afundada naquele ponto intencionalmente após um acidente de navegação.




Na ilha tem 3 operadoras de mergulho que acompanham os visitantes. Além disso, há interessantes pontos de mergulho livre como a piscina natural do Atalaia, o naufrágio do Porto de Santo Antônio, a laje do Boldró dentre outros.

Planasub é um passeio também é conhecido como vôo submarino. É uma nova modalidade de mergulho segurando uma prancha presa a um barco através de um cabo de aproximadamente 5 metros. Com a utilização de equipamentos de mergulho pode-se observar a vida marinha existente de uma maneira descontraída e dura cerca de 2 horas.




Além dos mergulhos, há passeios de barco, trilhas e praias. São 16 praias, belas e diferentes. A areia da praia é uma surpresa: é macia e fofa, isso porque são formadas de resíduos vegetais e animais – conchas, ossos, penas e algas – como também de rocha vulcânica e calcária.

A Baía do Sancho, com suas águas claras e transparentes, é considerada é a praia mais bonita do Brasil. Isolada, coberta por vegetação nativa e limitada por uma alta falésia, é onde pássaros constroem seus ninhos, a areia é branca e o mar verde-esmeralda.

Do alto do Mirante dos Golfinhos tem-se uma vista simplesmente maravilhosa. De fevereiro a junho duas cachoeiras se formam a partir da água da chuva e jorram de cima de um precipício. Mas também é a época da desova das tartarugas marinhas e a visita é proibida quando anoitece.



A praia Cacimba do Padre é uma das mais famosas por sua paisagem e pelas ondas perfeitas para o surf. Em algumas época do ano existem campeonatos de surf reunindo os principais nomes do país e do mundo nesse esporte. De dezembro e junho fica interditada ao anoitecer por causa da desova das tartarugas.

O arquipélago tem uma diversificada vida marinha, sendo comum observar diversas espécies de peixes de recife, tartarugas, golfinhos e tubarões. Do mirante da Baía dos Golfinhos pode-se observar os golfinhos em seu ambiente natural. Um dos espetáculos mais bonitos da ilha é ver diariamente ao nascer do sol, quando grupos de golfinhos rotadores deslocam-se para o interior da baía, uma área de águas calmas e protegidas.

Eles utilizam esta área para o descanso, reprodução e cria, e à tarde deslocam-se para se alimentar de pequenos peixes e lulas em alto-mar. Este é o único local onde ocorre concentração de golfinhos rotadores em todo o Oceano Atlântico.

A proibição de circulação de embarcações e mergulho na enseada foi estabelecida há quase 30 anos como medida de proteção para que seja possível a conservação desses animais. Também foi criada uma lei que proibe a caça, captura e molestamento de todas as espécies de golfinhos, botos e baleias em águas brasileiras.



As tartarugas são observadas a partir de novembro na superfície da água, quando os machos adultos disputam as fêmeas, dando início ao período de reprodução no arquipélago. Durante os meses de chuva ao anoitecer, de dezembro a maio, as fêmeas sobem às praias para depositar os ovos que incubam durante 50 dias.

Ao mergulhar no ambiente marinho da área do Parque pode-se observar tartarugas-de-pente, espécie ameaçada devido à pesca para a confecção de óculos, pentes e bijouterias. A tartaruga-de-pente, que chega a 1metro de comprimento, utiliza o arquipélago apenas como local de crescimento a alimentação.

Sua origem e suas rotas migratórias são desconhecidas pelos pesquisadores. O Centro Nacional de Conservação e Manejo das Tartarugas Marinhas - Projeto Tamar, zela pela proteção dos ovos e ambientes de reprodução avaliando a população das tartarugas que são protegidas no Brasil por um Decreto-Lei, que proibe a captura, pesca e molestamento de todas as espécies em águas brasileiras.



Em todas a área podem ser encontradas espécies tipo pelicanos. Nas matas vivem o Passarinho Sebito e ali podem ser encontradas as cobras de duas cabeças. Diversas aves se concentram nas ilhas, como a Viuvinha branca e o Trinta reis de manto negro. Algumas aves que podem ser vistas no arquipélago são migratórias de longo percurso, que vem do hemisfério norte e param ali para descansar e alimentar. São doze espécies de Maçaricos, Batuíras e o Vira pedra.



O arquipélago de Fernando Noronha foi uma das primeiras terras descobertas do novo mundo. Recebeu o nome de Fernando de Noronha por ter sido explorada com financiamento do fidalgo português Fernando de Loronha, no entanto ele jamais conheceu a ilha.

Abandonada por mais de dois séculos e situada na rota das grandes navegações, foi invadida pelos holandeses no século 17 e pelos franceses no século 18 que a chamavam Ile Delphine devido à grande quantidade de golfinhos naquela área. Sendo uma área vulnerável, os portugueses que naquela época dominavam o Brasil, edificaram diversas fortalezas na área.




Nessa mesma época o arquipélago foi transformado em um presídio para condenados a longas penas. Os presidiários eram usados como mão-de-obra para as construções de fortalezas e estradas. Para evitar as fugas e esconderijos de presos, a vegetação original foi sendo derrubada o que alterou o clima do arquipélago. Por essa razão, somente em alguns locais da ilha pode ser vista um pouco da cobertura vegetal original.

Em 1938 o Arquipélago se tornou um presídio político e durante a 2a. Guerra Mundial foi um ponto de apoio da Marinha Norte Americana. Posteriormente a presença americana instalou um Posto de observação de mísseis teleguiados. Desde 1988 foi criado o Parque Nacional Marinho e a Área de Proteção Ambiental estadual. Em 13 de dezembro de 2001, a UNESCO considerou o arquipélago "Sítio do Patrimônio Mundial Natural".


O Atol das Rocas, a 145 km de Fernando de Noronha, é um maravilhoso refúgio ecológico, protegido e isolado em alto mar. A 270 km da costa brasileira, é um lugar de difícil acesso e um dos poucos recantos do planeta ainda regidos apenas pelas leis da natureza.

Ilustres cientistas visitaram os arquipélagos brasileiros, como o naturalista Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução das Espécies que em 1832 empreendeu uma viagem ao arquipélado atraído pela sua grande biodiversidade. Ilustres pintores como Debret e Laissaily, registraram esses paraísos em tela, imagens que se pode apreciar das belíssimas pousadas que tem uma vista exuberante para o mar.



Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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