quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Aparecida do Norte, a padroeira do Brasil


Três pescadores lançavam suas redes no rio do Vale Paraiba, quando pescaram uma imagem sem cabeça. Ao relançarem as redes tiraram do rio a cabeça de Nossa Senhora de Aparecida. Era em 1717, uma época de pouca pesca e este episódio serviu como um aviso de que esta cidade de Aparecida do Norte seria abençoada.




A imagem de terracota e 40 cm de altura, tem um belo sorriso nos lábios. Muitos iam rezar na casa do pescador, porém com o crescimento de devoção à santa e os milagres, foi construída uma pequena basílica; hoje chamada Basilica Velha. É o símbolo da Capital Mariana do País. Porém em 1978, após o atentado que reduziria a imagem em quase duzentos fragmentos, a imagem teve que ser recuperada por artistas restauradores.

Contam que um herege quebrou o vidro do nicho da Basilica velha onde se encontrava a verdadeira imagem e tentou levá-la consigo. Na fuga, caiu e imagem se despedaçou. Nesse exato momento, às 20:10 hs do dia 16 de maio de 1978, aconteceu uma forte ventania que fez o comércio fechar as portas e a energia elétrica sofreu um colapso, deixando todo o Vale do Paraiba às escuras. Uma tempestade de pó cobriu a cidade.






A Basilica Nova, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo II em 1980 e após quatro anos, a Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida, o Santuário Nacional. Com capacidade para 70.000 pessoas, seu maior destaque são as figuras de anjos esculpidos que enfeitam a porta e os beirais da igreja.
Às margens da Via Dutra em São Paulo, é o maior santuário mariano do planeta: A Basílica Nacional de Aparecida.

Conhecida mundialmente, a Estância turístico-religiosa de Aparecida recebe anualmente milhões de pessoas, vindas do Brasil e do exterior, principalmente em 12 de outubro, dia consagrado à Santa. Considerada a Capital da fé, a cidade de Aparecida do Norte guarda toda a religiosidade do maior país católico do mundo.








segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Itacaré o melhor pico do surf da Bahia


Antigamente chamada de São Miguel da Barra do Rio de Contas, devido à igreja de São Miguel às margens do Rio de Contas, desde 1931 chama-se Itacaré. A cidade foi a principal rota de escoamento da produção cacaueira na boa época e desse tempo ficaram casarões e sobrados quase centenários que se tornaram charmosas pousadas.


 
 
 


O acesso a Itacaré é feito por estrada partindo de Ilhéus, onde está o aeroporto mais próximo. Com ruas de paralelepípedos, casas coloridas, gente eclética e muita energia, é uma das cidades mais animadas da região. À noite, Itacaré ganha ares cosmopolita, com variedade de lojinhas, bares e restaurantes. O agito pode atravessar a madrugada e sempre termina num "rastapé" nas casas de forró ou na praia ao som de reggae e música eletrônica.





Diferentes do restante do litoral baiano, as praias de Itacaré são pequenas enseadas cheias de encanto cercadas por morros cobertos por coquerais e pela mata atlântica. Com rios, cachoeiras, manguezais e muita mata virgem, é o cenário natural perfeito para caminhadas e esportes de aventuras como rafting, rapel, vôo livre, tirolesa, arvorismo. Em Itacaré se encontram os melhores picos de surf de toda a Bahia. Com ondas fortes e constantes, são frequentados o ano inteiro por surfistas de todo o mundo.

 
 


Um dos melhores passeios de Itacaré é a Peninsula de Maraú onde se passa por quilômetros de praias virgens e um lindo mirante. Todos os dias partem jipes tour com grupos de turistas que podem conhecer ainda a praia de Taipus de Fora onde se encontra uma das mais belas piscinas naturais da região. Para conhecer a Baía de Camamú , o ponto de partida é o Porto de Jobel. Os passeios são feitos de lancha e até chegar a Cachoeira de Tremembé passa pelos Rios do Céu e do Maraú e pelo mangue.



Vídeo Itacaré Bahia


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ponta dos Ganchos Resort de luxo e ecologia



Um lugar diferente, romântico ao extremo, com bangalôs de frente para o esplendoroso mar da Costa Esmeralda em Santa Catarina. Um resort especial no estilo, na localização e na gastronomia “fresh sea food”. Apenas 40 km separam o Ponta dos Ganchos de Florianópolis. É o único Spa Dior da América Latina na encosta da montanha, de frente para o mar.










Além dos selos de reconhecimento, é citado no Travel & Leisure com um dos 50 hotéis mais românticos do mundo. A publicação Condé Nast Jonhansen também o elegeu o hotel mais romântico da América Latina. A primeira impressão de quem chega a este resort Relais & Chateaux – a maior associação de luxo em todo o mundo – é marcante. Abrir um dos bangalôs e enxergar, além do interior do quarto, o oceano ao fundo como um afresco vivo.




É um resort para descobrir aos poucos seus ricos detalhes. O Ponta dos Ganchos valoriza as coisas simples da vida e oferece mimos como um jantar a luz de velas na ilha privativa ou no próprio restaurante. O café da manhã é uma deliciosa atração, pois o Ponta dos Ganchos inovou ao criar o sistema de Menu Degustação servido durante o desjejum matinal. A cada dia da semana um menu diferente. Na chegada, o hóspede é convidado a bebericar deliciosas combinações de shots, sucos de frutas naturais, água de côco, além das bebidas tradicionais - café, chás, chocolate quente e frio, para acompanhar as frutas e outros deliciosos sanduiches e lanches especiais.



Como um vilarejo, os bangalôs são divididos por categoria de luxo ou super luxo, além dos especiais. Espalhados pelos 80 mil m² de área nativa na região de Governador Celso Ramos, todos têm vista para a praia privativa do resort. O cuidado com a privacidade e a total tranquilidade dos hóspedes são evidentes. Um paraíso de acesso somente a adultos, indicado para os casais, sem festas noturnas, holofotes e agito. O único som que se ouve dos bangalôs é o mar e os únicos holofotes que se vêem são os reflexos da lua no mar.



Além de todos os cuidados, os bangalôs especiais tem sauna com vista para o mar e um banheiro-spa com tatames para massagem e uma maravilhosa banheira de hidromassagem, iluminação com cromoterapia e sistema para manter a água aquecida – tudo com a mesma vista fantástica da praia.





Na área externa, o bangalô possui, ainda, um deck com confortáveis chaise-longues e uma piscina infinita privativa em forma de leque. Toques extras incluem lençóis de algodão egípcio com 600 fios e adega para vinhos.




O Bangalô Especial Vila Esmeralda, o mais sofisticado bangalô do Ponta dos Ganchos, é extremamente exclusivo e possui vista deslumbrante da Costa Esmeralda. Além de conter todos os recursos tem uma piscina infinita em forma de raia de 10 metros de comprimento e fitness center no andar inferior, ambos privativos. Experimentá-lo no verão ou no inverno, é uma experiência incrível, pois além do mar, durante o inverno, tem uma adega especial e bangalôs com lareira.



Mas o que torna especial o resort é principalmente a preocupação com o meio ambiente. Ali é mantida uma horta orgânica com mais de 100 tipos de frutas, legumes e hortaliças que são usados na cozinha. Todo o lixo do resort, incluindo o orgânico, e o óleo utilizado na cozinha, é reciclado. Os resíduos de alimentos são transformados em adubo através do processo de compostagem.




Nos últimos bangalôs inaugurados, a arquitetura cria, naturalmente, uma maior circulação de ar no espaço, fazendo com que o hóspede use menos o ar-condicionado, poupando assim o uso da energia elétrica. Além disso, os bangalôs têm telhado verde, cobertos por um tapete natural que ajuda a mantê-los resfriados, capta e filtra naturalmente a água da chuva, que é usada para regar as plantas.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Sabará, uma cidade que vale ouro


Sabará, uma pequena e encantadora cidade em Minas Gerais, preserva trechos da história do Brasil nos seus casarões e nos chafarizes. Originada de um arraial de bandeirantes, atraídos pela descoberta de ouro e de de esmeraldas na região, remonta ao século 17 onde personagens ilustres testemunharam seu crescimento. Fernão Dias e Borba Gato, destemidos bandeirantes, chegaram à cidade quando só havia o arraial Santo Antonio da Roça Grande, que hoje ocupa a entrada da cidade ao lado do Rio das Velhas.



Antes chamada de Sabará Buçu e Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, só foi considerada cidade em 1838. Sendo sede de uma região onde se explorava o ouro, possuía a sua odiada casa de fundição para onde era levado todo o ouro extraído, para ser fundido em barras e devidamente taxado. A antiga comarca de Sabará era a maior de Minas Gerais, com um grande contigente de escravos.





Suas inúmeras igrejas fazem de Sabará uma cidade devotada que durante todo o ano realiza festas religiosas, atraindo milhares de turistas. As mais conhecidas são: Igreja de Nossa Senhora do Ó, apesar de bem pequena, guarda um lindo altar folheado a ouro. Sua construção de 1717, tem influência chinesa na sua arquitetura, e seu nome deriva das ladainhas que sempre começavam: Oh... Nossa Senhora!





A Igreja de Nossa Senhora da Conceição de 1710; Igreja Nossa Senhora do Carmo de 1763 com várias obras de Aleijadinho; Igreja Nossa Senhora das Mercês de 1781; Igreja Nossa Senhora da Assunção do século 18; Igreja de São Francisco de 1781, além de várias capelas. A Igreja Nossa Senhora do Rosário de 1713 estava sendo construída pelos escravos. Porém na época se deu a libertação dos escravos pelo decreto da Princesa Isabel, e a igreja permaneceu inacabada.








A atual Casa da Ópera, também conhecida como Teatro Municipal, foi construída em 1819 pela população. O teatro foi construído no bairro mais aristocrático da cidade, perto de alguns dos mais importantes casarões da época. É um típico teatro barroco italiano, seguindo as tendências da Itália e Portugual naquela época, possuindo uma das melhores acústicas da América Latina. O último andar, acima dos camarotes, era reservado aos espectadores menos favorecidos.




Os chafarizes antigos, sendo mais conhecidos o do Kaquende, construído em 1757 e o do Rosário ao lado da Igreja do Rosário, tem o charme da cidade. Na antiga Casa de Intendência e Fundição do Ouro, funciona o Museu do Ouro e também peças de mobiliário luso-brasileiro, do século 18, pratarias, arte sacra e lavandas.






A casa azul do século 18.

Mas Sabará não é só história, é também uma cidade festeira que tem inúmeros festivais, cavalgadas e festas religiosas durante todo o ano. A Semana Santa é um espetáculo que atrai muitos fieis e turistas, que mantém a tradição secular com representação ao vivo da Paixão e Morte de Cristo e solenidades liturgicas. O suave odor de velas queimadas e de manjericão, se misturam ao ecoar dos passos e às peças musicais centenárias que predominam nas procissões.





No mês de maio a cidade se agita no bairro Pompéu, com o Festival de Orapronobis com uma oficina gastronômica, onde se pode aprender as inúmeras receitas e degustar as delícias em diversos tipos de pratos, pão, massas, carnes, sorvetes, lanches e etc. feitos com orapronobis. Com muitas atrações, o Festival estimula a produção da planta, chamada "carne dos pobres", que passa da cozinha de fogão de lenha à gastronomia elitizada. Leia mais em meu blog sobre Ora-pro-nobis




Em novembro de cada ano acontece em Sabará seu famoso Festival de jaboticabas, mantendo viva a memória histórica das receitas caseiras em vinhos, licores, geléias, sorvetes, tortas, bolos e a caipijabuticaba, a caipirinha de jabuticaba. Mas se quiser apreciar somente o fruto, basta alugar uma árvore de um quintal, colher todos os frutos e saborear in natura. Aí se compreende o motivo de toda festividade de Sabará.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Monte Verde e Gonçalves, o clima europeu em Minas



Monte Verde, chamada a Suiça brasileira, é uma das lindas cidadezinhas encravadas na Serra da Mantiqueira. Na verdade, ela é uma vila que pertence ao município de Camanducaia no sul de Minas Gerais. As paisagens que se descortinam ao longo do percurso fazem até esquecer da precariedade da estradinha estreita, esburacada, sem acostamento e cheia de curvas sinuosas que ligam Monte Verde a Camanducaia.





É impossível chegar em Monte Verde e não se entregar completamente aos encantos do lugar. A vila é um desses locais que dá vontade de voltar outras tantas vezes e que pode-se visitar em qualquer época do ano. Porém o charme da região serrana é maior no período de inverno, quando se torna um prazer saborear diversos tipos de fondue e tomar um vinho tinto ao lado da lareira, na companhia de quem se ama.





A gastronomia é um capítulo à parte. São inúmeras as opções de restaurante, bares e casas de chá, onde servem deliciosos chocolates quentes, fondues, comida típica mineira e pratos sofisticados de origem européia. A temperatura durante o inverno é muito baixa, às vezes menos de zero grau, que se mantém até o final de setembro. Apesar de não nevar, Monte Verde amanhece branquinha coberta de gelo no inverno. Mesmo durante o verão a temperatura não passa de 25 graus. Agasalhos bem quentinhos, são imprescindíveis.


Entre as diversas opções de passeios, o voo panorâmico à bordo de um Teco-teco é imperdível. Apesar do medo que dá ao chegar ao aeroporto, que na verdade se resume a uma pista de pouso e um hangar e encontrar o piloto tentando expulsar os cavalos espalhados pela pequena pista de terra antes de decolar, uma vez lá em cima, dá até para esquecer que você está voando naquele minúsculo aviãozinho.


Mas caso não tenha um espírito tão aventureiro, existem muitas trilhas pelas montanhas. Em algumas é necessário percorrer com um guia. E mesmo que não tenha um espírito corajoso e aventureiro, dá para encarar uma das muitas trilhas pelas montanhas. Também pode explorar a região a bordo de um 4 x 4, motocross ou quadriciclo, de bicicleta ou a cavalo.


Bem perto de Monte Verde está o municipio de Gonçalves, um pequeno lugarejo encravado na Serra da Mantiqueira entre Campos do Jordão e Monte Verde. É um lugar para descansar, apreciar uma paisagem deslumbrante, curtir o frio das montanhas no aconchego de um chalé com lareira ou curtir os esportes como o bóia-cross, bike, rapel e caminhadas.






A própria natureza é a maior atração de Gonçalves, que tem um festival de produtos orgânicos de julho a setembro, onde você pode visitar as fazendas certificadas e deliciar dos produtos da região nos restaurantes. São frutas, verduras e legumes produzidos sem agrotóxicos ou aditivos químicos.

Os Mirantes e as cachoeiras são imperdíveis. Em janeiro chove muito e como a maioria das pousadas fica nas montanhas, nesta época só é possível chega com um veiculo 4 x 4. Nas outras épocas basta ter vontade de aventurar-se nesse turismo ecológico e curtir uma viagem inesquecível.





Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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