sábado, 23 de novembro de 2013

Ilha Boipeba, um paraíso no litoral da Bahia




Boipeba é uma das ilhas no litoral da Bahia, que conserva a atmosfera intocada de lugares isolados e onde a poluição do ar ainda não chegou. Com muito ar puro, em Boipeba pode-se caminhar por quilômetros de praias desertas e ter a sensação de ser o único visitante da ilha.  São quase 20 km de praias paradisíacas e semi-desertas, areia branca e vastos coqueirais com algumas pousadas e restaurantes bem simples, mas com muito aconchego e hospitalidade.


 





Turismo em Boipeba: Apesar de estar próxima ao Morro de São Paulo que detém grande fluxo turístico, por algum tempo Boipeba se manteve incógnita. Atualmente Boipeba tornou-se um precioso destino de turistas que procuram lindas paisagens, praias desertas e natureza exuberante, mas com o clima de um vilarejo perdido no mundo. Longe da agitação dos grandes centros, o local tem cenários extraordinários e encantadores. 
Rica em cores, ritmos e lendas, a ilha é rodeada de um lado pelo oceano e do outro pelo estuário do Rio do Inferno. Boipeba foi no passado onde chegaram os primeiros jesuítas da Europa em 1537. O nome da ilha é uma corruptela da palavra tupi Mboi Pewa que significa cobra chata, uma referência às tartarugas marinhas que eram muito frequentes nas praias.


Boipeba

Atracadouro de Boipeba


Rio do Inferno: Boipeba é ideal para quem gosta de caminhar sem pressa, ao sabor do vento e da brisa do mar. Na ilha há vários povoados, como a Velha Boipeba, Moreré, Ponta dos Castelhanos, Cova da Onça e Monte Alegre etc.

Muitos turistas chegam a Boipeba vindo de lancha rápida diretamente de Valença ou pela trilha em jipes que saem de Morro de São Paulo. De qualquer forma é preciso uma viagem de barco para atravessar o Rio do Inferno e chegar até a ilha, onde não há tráfego de veículos.

Habitada no passado pelos violentos índios Aimorés, logo depois do descobrimento do Brasil em 1501 a expedição portuguesa navegou toda a costa baiana para explorar a área do novo continente.

Por conhecerem a influência da Lua sobre as marés, os índios ficavam à espreita às margens do rio. Quando as marés baixavam e as embarcações ficavam encalhadas, os índios canibais atacavam e comiam a tripulação, por isso deram o nome de Rio do Inferno àquele canal. 

Boca da Barra
 
Praia Tassimirim
Praia das Pedrinhas

Boca da Barra/Outeiros/Pedrinhas: Navegar é preciso, pois passeios de barco são fundamentais para se conhecer a ilha. O passeio que contorna a ilha é feito em lanchas rápidas de acordo com a tábua de marés. Os passeios mais longos duram quase um dia inteiro e alguns barqueiros levam turistas em charmosas canoas a vela.

A Praia da Boca da Barra é a primeira praia de Boipeba onde o Rio do Inferno se encontra com o mar. Serve também como ponto de referência para as saídas dos passeios de barco e para a prática de esportes náuticos. Seguindo adiante surge a Praia do Outeiros, uma praia com areia de cascalho e ótimas pousadas à beira mar. No final há uma praia com variados e lindos tipos de pedras sendo chamada Praia das Pedrinhas. 

Tassimirim/Cueira: Mais adiante, a Praia de Tassimirim tem um extenso coqueiral sendo um dos principais pontos de desova da tartaruga marinha. É um excelente local para prática de mergulho onde sempre há pescadores mariscando polvos, lagostas e lambretas. Essa praia faz a divisa com a Praia da Cueira, por um trecho de Mata Atlântica onde o ar se confunde à natureza com aroma de oxigênio puro.

Praia de Cueira
Praia de Morerê
Praia dos Castelhanos

Cueira/Morerê/Bainema: A Praia da Cueira, que já foi eleita uma das mais belas do Brasil, é separada por um morro da Praia de Moreré. Essa praia paradisíaca é um lugar para parar e pensar, amarrar a rede e relaxar na companhia da natureza. Localizada numa enseada de águas tranquilas e piscinas naturais nos recifes de corais, na maré baixa surge um banco de areia que permite longas caminhadas pela praia.

Para chegar à vila de pescadores de Moreré pode-se seguir pela praia durante a maré baixa ou caminhando por uma trilha desde a Velha Boipeba. Durante o verão há tratores que fazem o transporte, mas a melhor maneira para chegar a Moreré é fretar uma lancha desde a Boca da Barra. Vale a pena provar as delícias feitas com os frutos do mar como camarões, polvos e lagostas que são abundantes nessa região. No final da praia chega-se à Praia do Bainema com vasto coqueiral e poucas casas de veraneio.

Ponta dos Castelhanos: Essa é uma praia deserta conhecida por sua extensão e por ser a última antes do imenso manguezal até chegar ao fim do arquipélago. No fundo mar estão os restos de um navio espanhol que naufragou na época do descobrimento do Brasil, daí veio o nome Ponta dos Castelhanos. Embora todos os náufragos tenham sobrevivido, eles foram comidos pelos índios canibais. Não há nada nas imediações a não ser as matas e o mar, que é excelente ponto de mergulho e desova de tartarugas marinhas.
 

Boipeba
Boipeba

Cova da Onça
 
Vila de Monte Alegre: Seguindo pelo interior da ilha de Boipeba, as trilhas levam para a parte mais alta onde as paisagens são inesquecíveis. As áreas florestais da ilha servem como abrigo para muitas aves e animais, por isso foi criada uma Área de Proteção Ambiental.

A Vila de Monte-Alegre está no centro da ilha cercada pela Mata Atlântica. Trata-se de uma comunidade de quilombos que recebem bem os turistas. Seguindo as trilhas deslumbrantes banhadas por nascentes de água pura, em meio ao silêncio da mata pode-se saborear frutos maduros nos cajueiros, mangueiras e outras.

Cova da Onça e outros povoados: O último povoado é São Sebastião, popularmente conhecido como Cova da Onça. Dizem que o lugar tem esse nome porque havia uma imensa gruta onde os antigos padres escondiam para não serem devorados por índios. Voltando da Cova da Onça, passa-se por diversos povoados que parecem ter parado no tempo, como Barra do Carvalho, São Francisco, Barreira e Barroquinhas.



Pousada Santa Clara
Pousadas: As melhores pousadas de Boipeba ficam ao longo da praia da Boca da Barra e em Moreré. A mais luxuosa e bem equipada da ilha é a Mangabeiras que fica no alto de um mirante natural entre as praias do Outeiro e Tassimirimm tendo uma vista panorâmica das praias de Boipeba. 

A pequena Vila Sereia tem apenas quatro chalés e serve um excelente café da manhã na varanda dos quartos. A Alizées Moreré é uma opção romântica em Moreré. Possui uma maravilhosa vista para o mar e deques suspensos. 

Elegante e intimista, a Pousada Santa Clara está próxima à praia na Boca da Barra e tem o melhor restaurante de Boipeba. Também há bons quiosques nas praias. Na Praia da Cueira o Quiosque do Guido serve lagostas fresquinhas feitas na fogueira de palha e em Morerê tem o Quiosque Paraíso. 

Praia de Pratigi
Pratigi: Essa é uma praia que faz parte da cidade de Ituberá, que está entre a Ilha de Boipeba e a Península de Barra Grande. Localizada no continente, a extensa praia é quase deserta e ocupada por fazendas de côco e dendê. Nesse ponto o mar é calmo e as ondas bem fracas, mas o acesso a essa praia é um muito complicado pois demanda inúmeras baldeações e de carro as estradas são ruins. 

Há apenas um camping onde no final do ano acontece o evento "Universo Paralelo". O festival trance reúne muita gente jovem do Brasil e exterior amantes da música eletrônica, da arte psicodélica e da comunidade alternativa. O evento é tipo Woodstock, um movimento hippie dos anos 60.  Durante o evento o que conta é viver alguns dias em total liberdade... 




 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Maringá, no Vale da Seda







Situada ao norte do Estado do Paraná e conhecida por suas extensas áreas verdes, Maringá é uma das poucas cidades do Brasil que tem árvores floridas durante o ano todo. Totalmente planejada com largas avenidas e muitas praças, atualmente Maringá é considerada uma das cidades mais arborizadas e limpas do Brasil. 

 
Catedral de Maringá
Espelho d'água da Catedral
Interno da Catedral
Altar da Catedral

Os jardins se destacam nas praças, principalmente na Praça da Catedral, que é um espaço público destinado para passeios e realização de eventos culturais e religiosos. Esse é um dos lugares mais lindos de Maringá. A Catedral de N.S. da Glória, que é um dos símbolos da cidade, se destaca na paisagem devido sua forma cônica. 

Com uma altura de quase 120 metros, a Catedral é considerada um dos 10 monumentos mais altos do mundo. Construída com uma moderna arquitetura sobre espelhos d'água, tem em destaque belos vitrais. Concluída em 1972, no topo da Catedral há mirante com 84 metros de altura, mas para chegar até lá prepare-se para enfrentar 463 degraus. 
 

 


O maior movimento está no centro da cidade, principalmente numa grande praça chamada de "Calçadão". Além de criar um belo cenário, as árvores oferecem sombra para quem caminha pela praça onde se sente um puro, fresco e agradável. 

No calçadão e imediações da catedral é realizado a cada ano o Encontro de carros antigos, que reúne colecionadores de vários lugares. Quem gosta de carros fica fascinado. São centenas de carros dos mais variados modelos, dos clássicos aos esportivos e de diferentes épocas. 
 

 
 
Outro evento que já se tornou tradicional em Maringá e que atrai um grande público é o Campeonato Sul-Brasileiro de Balonismo. Durante o evento os balões enfeitam e dão um lindo colorido aos céus de Maringá. Nesse ano o campeonato foi realizado de 25 a 27 de outubro, porém com poucos balões.   

Durante o dia, os balões partiram de diversos pontos da cidade para cumprir as tarefas determinadas pela organização. show à parte ficou por conta do  Night Glow, com os balões ascendendo e apagando ao som de uma trilha musical, como se fossem lâmpadas gigantes iluminando a noite. A grande expectativa para os pilotos é o Mundial de Balonismo que está previsto para ser realizado no Brasil em julho 2014.


Ipê amarelo no campus da Universidade
Ipê rosa no canteiro central de uma avenida
Ipê roxo

Marco Imperial


Há diversos parques e dezenas de bosques, sendo alguns no centro da cidade, como o Parque Ingá, o Horto Florestal e um amplo bosque, que são os lugares preferidos para o lazer, as caminhadas e diversão das crianças. 

Cada avenida ou rua recebeu diferentes tipos de árvores, para que sempre houvesse flores na cidade. Ao longo de algumas ruas há flamboyants, em outras há tamareiras, sibipuruna, pau ferro, ipês brancos, amarelos, cor-de-rosa, roxo que florescem em diferentes épocas do ano formando um tapete colorido.

Quando a Imperatriz Michiko do Japão esteve em visita à cidade, ela teria se emocionado com a beleza de um ipê roxo carregado de flores e teria reverenciado a árvore símbolo do Brasil. Esse gesto foi muito significativo para o povo da região, que tempos depois dedicou-lhe uma homenagem nomeando o ipê roxo como Árvore da Imperatriz, tornando-se o Marco Imperial da cidade. 

Parque do Japão

Parque do Japão
 
A cidade tem acentuada influência da cultura japonesa. O Parque do Japão foi criado com a intenção de preservar a cultura japonesa e aproximar os moradores da região com os costumes japoneses, através dos diversos eventos artísticos, culturais e esportivos. 

O parque é uma extensa área de preservação ambiental, tendo um ginásio para a prática de artes marciais, lanchonete, quiosques, lagos com carpas e monumentos. Outras construções estão sendo planejadas, para dar aos visitantes a impressão de estar na terra do sol nascente.
 

Templo Budista

 


O Templo Budista é semelhante aos templos japoneses, tendo sido construído com uma técnica de encaixe que dispensa o uso de pregos e parafusos. Tem em seu interior detalhes que mostram a beleza e encantamento do oriente. O templo é dedicado à religião Jodo-Shu e tem finalidades religiosas, culturais e filantrópicas.



Santuário N. S. Fátima

Gruta Nossa Senhora de Lourdes
 
Na cidade há também outras igrejas católicas, como a Capela de Nossa Senhora de Fátima que foi construída pelo Monsenhor Pedro Tanaka. A pitoresca gruta possui telas e imagens vindas do Japão, Taiwan e Portugal. As paredes são decoradas com cerâmicas e representa a influência do povo japonês em Maringá.
 

Mesquita islâmica


Outro local interessante é a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, que tem no pátio 15 cenários dos mistérios do rosário feitos em pedra bruta. Nas imediações da gruta existe uma Mesquita, que é um templo de oração dos muçulmanos da região. Com características tipicamente islâmicas, o templo tem um alto minarete e uma cúpula com um símbolo da lua crescente que é o símbolo do islamismo no Paraná.



Igreja São Bonifácio
 
Igreja São Bonifácio, antiga Fazenda dos padres
 
 
Capela Santa Cruz

Segundo contam, essa região era toda ocupada por matas e florestas, até a chegada de muitos fazendeiros interessados em adquirir terras para plantar café, que na época era um produto de exportação muito rentável. Com a venda de pequenos lotes surgiram muitos desbravadores, entre eles um padre alemão. Com a madeira retirada de sua propriedade, foi construída a Igreja São Bonifácio que era chamada de Fazenda dos Padres. 

Na época da construção da cidade, os moradores mandaram construir a Capela Santa Cruz. É a capela urbana mais antiga da cidade e faz parte do patrimônio histórico. Feita de madeira, um detalhe interessante são as antigas caixas coletoras de notas e moedas nas laterais da capela. Em seu interior estão belas imagens e quadros sacros, alguns provenientes da Espanha.

Museu Bacia do Paraná
Museu Cesumar
Museu Cesumar

Devido à fertilidade da terra e às plantações de café, muitos imigrantes também foram atraídos para a região. Com o crescimento da população, foi necessário planejar uma nova cidade. Assim nasceu em 1947 a cidade de Maringá, com um traçado planejado e valorizando o paisagismo. 

A primeira residência de Maringá foi construída em madeira. Foi desmontada e remontada dentro do campus da universidade, sendo hoje usada como Museu da Bacia do Paraná que reconta a história da região. Há outros museus, como o MUDI - Museu Dinâmico Interdisciplinar e o Museu Cesumar que reconta como era a cidade antigamente. 

A casa do Pioneiro retrata os hábitos e as casas dos antigos colonos, com móveis antigos, vitrolas e utensílios. A Trulha Cafeeira retrata todas as fases de produção do café até a colheita. No moderno prédio principal, há salas de multimídia e uma sala de cinema 3D, onde se pode assistir uma apresentação do filme de um vôo sobre a cidade.

Teatro Reviver
Teatro Banestado ou Barracão

Outras construções interessantes em madeira são o Teatro Reviver e o Teatro Banestado, também chamado de Barracão. O Barracão foi construído com troncos de eucalipto, tendo um palco em estilo italiano. Criado nos anos de 1980, seu charme está no estilo rústico e sua sobriedade.

A cidade é tão nova que ainda existem pessoas que participaram da colonização da cidade e relatam  como a cidade cresceu devido às plantações do café, chamado na época "o ouro verde". Dizem que os primeiros moradores da cidade tinham o costume de fazer uma festa para cada casa concluída, animando as festas ao som de sanfona, violão e pandeiro.

O serviço de alto falante funcionava o dia inteiro transmitindo músicas e notícias de utilidade pública. Dentre as diversas lendas da cidade, uma delas diz que na época da construção da cidade, os operários entoavam uma canção popular da época que dizia: Maringá... Maringá... Daí surgiu o nome da cidade, que posteriormente ganhou o título de "Cidade Canção". 



E quem achava que seda pura só vem da China, tem uma bela surpresa quando descobre que Maringá  e outras cidades próximas produzem o casulo do bicho-da-seda. O Estado do Paraná é o maior produtor de casulos de bicho-da-seda do país e o Brasil é o quarto maior produtor mundial de fios de seda crua, sendo o único produtor de fio de seda em escala comercial no Ocidente. 

Produzida pelos chineses há quase 5.000 anos, a seda era destinada principalmente para confeccionar as roupas da nobreza do Império Chinês. Segundo o pensador Confúcio, em 2640 a.C. quando a Imperatriz Hsi-Ling-Shi tomava uma xícara de chá, um casulo do bicho da seda teria caído em sua xícara de chá fervente.
 




A partir disso, descobriu-se que quando o casulo amolecia podia ser desenrolado e formar o fio da seda. Quando mostrou a seu pai, ele convocou tecelões e ordenou a confecção de um tecido que durante séculos foi usado pelos nobres. Sabendo do valor comercial do tecido, o governo proibiu a exportação de ovos de mariposas e sementes de amoreiras. 

O processo foi mantido no mais alto sigilo, até que os europeus desvendaram o mistério. O Imperador Romano Justiniano enviou alguns monges à China, que trouxeram ovos do bicho-da-seda em sua bagagem. Assim Constantinopla tornou-se o primeiro centro de seda da Europa, tendo posteriormente disseminado para todos os continentes. 
 



 
A sericultura é realizada em diversas propriedades rurais do Vale da Seda, onde é mantida uma enorme plantação de amoras. Segundo um produtor, as lagartas devem ser alimentadas até 5 vezes por dia até ela não se alimentar mais. A partir dessa fase, a largata é colocada em engradados onde produz um casulo em volta de si. 

Cada casulo pode render vários metros de seda, que é um dos tecidos mais cobiçados do mundo. A cor natural da seda é perolada e o interessante é que a tintura é feita com pigmentos de ingredientes naturais, como cebola, erva mate, pinhão, carvão, sementes, frutos, raízes, folhas etc. 

Das mãos de senhoras da região rural saem peças artesanais que são verdadeiras jóias e já chegaram até às lojas de famosas grifes na França. Um tour detalhado permite conhecer as mais variadas fases do trabalho com a seda, da fiação à tintura, secagem e tecelagem. Conheça mais sobre fiação artesanal de seda em Maringá no site www.ocasulofeliz.com.br


Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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