Amazônia, a mais imensa e linda floresta, pois agora falo desta: mata verde e céu azul anil colorindo a nossa nação Brasil. No fundo d'água, cantam as iaras, caboclos, suas lendas e suas mágoas; os peixes singrando os rios e os rios levando suas águas que no mar vai desaguar.
Aqui o fruto dá em cacho para alimentar e os pássaros e passarinhos aqui fazem seus ninhos e enfeitam o ar. Igarapé vai rio abaixo, tem riacho, e esse rio mais parece um mar. Sorri o Jurupari, Juriti, uirapuru canta para a mata acordar. E toda mata tem caipora que está na espreita, essa terra a vigiar. Então manda embora aqueles que vem cortar madeira e toda mata derrubar.
Porque o que aqui se corta levará muitos anos para de novo vingar. Se houvesse consciência, estariam a favor da ciência que dizem que do mundo essa terra é o pulmão. Mas a ganância é tanta, que destroem a floresta sem um pingo de remorso no coração.
Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá. Corre tartaruga, pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiurá, no lugar onde havia mata estão a desvastar e quem habita essa mata vai ter que se mudar. E onde vão morar? Seringueiro vai virar estrangeiro, só vai restar o posseiro nesse pedaço de chão.
Adeus violeiro que cantava a sua canção, encantando a floresta dessa grande nação que desesperado com tanta devastação, pegou a primeira estrada sem rumo, sem direção. Com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa dentro do seu coração.
Papagaios e periquitos cheios de cor, curumins que falam de amor, aqui termino essa história pra gente que tem memória, pois tem muita crença e muito valor. Pra defender o que ainda resta, sem rodeio e sem aresta, uma linda floresta na Linha do Equador.
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