domingo, 26 de abril de 2015

Guaraqueçaba, um pedaço do paraíso

 

 
 
Um roteiro turístico imperdível para quem gosta de acampar, caminhar por trilhas nas florestas, praticar esportes radicais, navegar ou curtir férias com tranquilidade num lugar de rara beleza, encontra em Guaraqueçaba o lugar perfeito.
 
Situada no litoral do Paraná e ladeada pela baía de Paranaguá, a cidade é pequena, simples e pacata, tendo em seu entorno muitos atrativos naturais que proporcionam aventuras inesquecíveis. A região é um dos últimos santuários de Mata Atlântica intocada na costa brasileira, podendo ser considerada uma mini-amazônia no sul do Brasil.


 
 
 

 
Com uma grande biodiversidade, Guaraqueçaba faz parte de um dos 5 maiores berçários de vida marinha do mundo, que se estende desde a foz do Rio Ribeira em São Paulo até a Baia de Paranaguá. Do porto de Paranaguá partem os barcos que levam até a cidade.
 
Há também a opção de um longo percurso de 70 km a partir de Antonina. A estrada de terra é precária e em época de chuvas há trechos que se tornam intransitáveis. Talvez pela dificuldade de acesso o lugar vem se mantendo intocado.
 
O desejo de estar em contato direto com a natureza e apreciar esse pequeno paraíso compensa as dificuldades do caminho. Lá o tempo parece não passar. Não há ronco de motores e nem transito engarrafado. Em alguns lugares não chega nem sinal de celular. O único glamour acontece à noite, quando o céu fica cheinho de estrelas. Parece que a paz mora lá...


 


 
Terra de pescadores, de muitas histórias, lendas e cultura diferenciada, também é reduto do fandango, das artes e do artesanato caiçara. Rodeada por diversas ilhas, manguezais, praias desertas e encravada em uma área de proteção ambiental, as trilhas e cachoeiras em meio à Mata Atlântica são atrativos para quem curte ecoturismo.
 
Além das belezas naturais, Guaraqueçaba é um lugar perfeito para muitas atividades ao ar livre, como canoagem, natação, mergulho, pesca, rafting, caminhadas, Birdwatching, montanhismo, camping etc. Nas reservas e parques naturais vivem centenas de aves, mamíferos, anfíbios e répteis em meio à rica vegetação, onde se encontram lindas bromélias, orquídeas e samambaias.
 


baia de Guaraqueçaba
Guarás
 
Cultura Caiçara: Guará + Kessaba na língua tupi-guarani significa "Lugar de pouso do Guará", uma ave de plumagem avermelhada que já foi muito abundante na região. Ao entardecer é comum encontrar a revoada de guarás. Segundo dizem, os guarás só conservam a cor escarlate devido à sua alimentação à beiramar. Quando passam a viver em cativeiro eles perdem a cor e se tornam cor-de-rosa. 
 
Guaraqueçaba celebrou 470 anos de existência e preserva ainda a mistura de hábitos e tradições provenientes de índios, portugueses, negros e europeus que habitaram a região no passado. Isso resultou numa rica cultura diferenciada, que está presente nos contos populares, lendas, músicas, cantos, danças, artesanato e hábitos alimentares das comunidades de Guaraqueçaba.
 
No entorno de Guaraqueçaba vivem os Caiçaras, que são comunidades descendentes da miscigenação entre os indígenas, negros e colonizadores portugueses. Em sua origem o termo Kaá-içara denominava as estacas e galhos de árvores fincados na água para cercar o peixe, uma técnica de pesca que ainda persiste em algumas comunidades de pescadores.
 
 

mestres do Fandango

Tagaçaba
 

Acervo cultural: Na cidade há um espaço cultural que preserva um acervo da história da cidade e da cultura caiçara, instrumentos artesanais de música e onde acontecem apresentações artísticas e bailes. Típico dessa região é o Fandango, que está associado ao modo de vida da população caiçara.
 
Originado num passado distante, o Fandango surgiu quando os patrões pagavam os empregados que faziam as colheitas com um baile regado a comida farta. Daí criou-se a cultura do Fandango, que inclui a música, a coreografia da dança e a produção dos próprios instrumentos musicais. Em março 2015 o Fandango Caiçara foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
 
Na culinária a influência caiçara deu origem a pratos de inigualável sabor. No século 16 os indígenas ensinaram aos exploradores europeus a usar a mandioca, o caju, a banana e outras frutas como alimento, além das muitas receitas caiçara usando peixes, mariscos e camarão. No vilarejo de Tagaçaba existem produtores que fabricam os famosos doces e derivados da mandioca, como a farinha, a tapioca e o bijú.
 


 
 
Caminho dos Incas: Segundo registros históricos, no passado existiu um caminho indígena que ligava o Império Inca até o litoral sul do Brasil. Chamado de "Caminho do Peabiru" e considerado sagrado, era por esse caminho que passavam os indígenas nômades que vinham Cordilheiras dos Andes para chegar até o litoral de São Paulo, Paraná, Santa Catarina até o Rio Grande do Sul.
 
Suspeita-se que os incas tenham aberto esse caminho com a intenção de trazer sua cultura até os povos indígenas que residiam na costa do Oceano Atlântico. Os Incas viveram desde o ano 3000 a.C. até 1500 d.C., ficando conhecidos em todo mundo por sua tradição e cultura, mas principalmente pelos objetos de ouro que eles confeccionavam. Isso despertava a ambição de outros povos.
 
Entre os Incas não havia escravos e nem luta de classes. Todos trabalhavam em prol do bem comum. Politeistas, eles acreditavam em vários deuses, como o deus trovão, a deusa lua, o deus do mar e o deus Sol, a quem dedicaram um grande templo.  
 
Um de seus lugares sagrados era o "Vale Sagrado" em Machu Picchu no Peru. Ainda hoje é possível encontrar vestígios desse caminho. Em alguns trechos existe uma pavimentação de pedras, inscrições rupestres, mapas e símbolos astronômicos de origem indígena.
 

mapa de Guaraqueçaba

vista panorâmica do mirante
 
Mirante Serra Negra: Após o descobrimento do Brasil muitos exploradores portugueses chegaram na costa do Paraná em 1550. Sabendo do Caminho do Peabiru, muitas expedições partiam do litoral seguindo o caminho indígena em direção ao Império Inca para saquear ouro, prata e estanho.
 
Alguns exploradores nunca chegaram até lá. Outros acabaram permanecendo pelo caminho, tornando-se colonos dedicados à plantações e criação de gado. Nessa época milhares de índios Carijós habitavam a região e foi a intenção de capturar e escravizar os índios que muitos exploradores acabaram se fixando em Guaraqueçaba.
 
Com a descoberta uma rica lavra de ouro nas encostas da Serra Negra em meados de 1650, muitos mineradores e aventureiros foram atraídos para a cidade. O Mirante da Serra Negra situa-se na estrada que liga Antonina a Guaraqueçaba, proporcionando uma vista panorâmica. de rara beleza. No local há uma precária escadaria de 127 degraus, que exige muito cuidado na subida.
 
 
Igreja Senhor Bom Jesus dos Perdões

vista do Morro do Kitumbê

 
Morro do Kitumbê: Existem muitos outros mirantes que oferecem vista panorâmica de diversos pontos da região. Na entrada da cidade está a Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Perdões. Construída em 1838 com grossas paredes de pedra, em seu interior tem destaque o altar em forma de barco com uma base em formato de peixe esculpido em madeira que faz homenagem aos pescadores da região.
 
Atrás da igreja começa a subida para o topo do Morro do Kitumbê. A trilha sinuosa em meio a vegetação tem quase 800 metros de extensão. Do topo do morro tem-se uma bela vista da cidade, da Baia de Guaraqueçaba, do Porto de Paranaguá, o Morro das Pacas no Superagui, a Ilha do Mel, o Salto Morato, Cerco Grande e a aldeia dos M’bya Guaranis.   
 
 
vista panorâmica
vista panorâmica
 

Morro do Bronze: Outro local interessante é o Morro do Bronze, que tem esse nome devido ao reflexo do sol numa pedra. Numa trilha, depois de uma caminhada de uma hora chega-se ao pé do morro onde está a Fundação Mokiti Okada. Subindo o morro através de uma trilha, do mirante pode-se ver ao longe a Reserva do Salto Morato. Seguindo adiante, surge uma belíssima vista que inclui Guaraqueçaba, a Ilha Rasa e a Ilha Tromomô.

Em dias claros, no cume do morro a mais de 300 metros de altura é possível observar a Ilha do Mel, a Ilha de Superagui, o Morro das Pacas, Ilha das Peças, Tibicanga e toda a vegetação atlântica de Guaraqueçaba. Na descida por outra trilha encontra-se a Pedra do Navio e a centenária árvore Guapuruvu. Conhecida como planta mágica na cultura popular, Guapuruvu é uma árvore muito usada para reflorestamento e apreciada pelos canoeiros.
 
 
 

 
Reserva Natural Salto Morato: A 20 km de Guaraqueçaba está a Reserva Natural Salto do Morato, uma reserva de proteção ambiental mantida pela Fundação O Boticário. Com um acesso feito por estrada de terra, a reserva natural abrange uma área com mais de 2.200 hectares de Mata Atlântica e concentra espécies de aves que só existem nessa região, muitas delas ameaçadas de extinção.

Aberta à visitação, turistas são recebidos no Centro de Visitantes onde acontece uma palestra que visa conscientizar as pessoas sobre as espécies da flora e fauna, as áreas protegidas e a estrutura do parque. A Reserva é um verdadeiro refúgio para quem deseja decansar junto à natureza e apreciar as belezas naturais da região.

Para os mais aventureiros, é possível dormir na área de camping.  Na reserva já foram registradas mais de 500 espécies de vegetação nativa, centenas de mamíferos e espécies de aves, répteis, anfíbios e peixes. Por lá aparecem muitas pessoas que praticam Birdwatching ou observadores de aves, que se encantam com as mais de 300 espécies de aves desse bioma. 


trilha Salto Morato

Cachoeira Salto Morato
   
 Trilhas do Salto Morato: Na reserva guias turísticos acompanham os turistas nas duas trilhas, havendo no percurso locais para descanso e bebedouros. A primeira trilha leva até a Cachoeira Salto Morato, tendo no percurso um aquário natural com águas muito limpas onde é permitido o banho de rio. Em dias de calor é o local perfeito para um mergulho refrescante.
 
A trilha da Figueira leva até uma centenária figueira gigante do Rio do Engenho. Outra atração é a travessia do rio em cabos de aço, conhecida como Falsa Baiana. Além das trilhas há quiosques, lanchonete, camping completo, alojamento para pesquisadores, um centro de pesquisa, laboratório para pesquisas científicas e uma estação meteorológica que registra dados climáticos a cada 15 minutos.
 
 

Ilha das Peças / Ilha Superagui
 
 Parque Nacional do Superagui: Do cais de Guaraqueçaba partem barcos turísticos em direção às ilhas e para o Parque Nacional do Superagui. Na lingua tupi-guarani, Superagui significa "rainha dos peixes".  Segundo uma lenda indígena, quando os antigos indígenas estavam indo para outros lugares, uma índia doente não conseguiu atravessar e foi tragada pelo mar. Assim ela se tornou a Superagui ou rainha do mar.
 
Localizado a cerca de 20 km de Guaraqueçaba, o parque engloba várias ilhas, como a Ilha do Superagi, a Ilha das Peças, Ilha do Pinheiro e do Pinheirinho. Com extensa mata atlântica, manguezais, restinga e quilômetros de praias desertas, o parque é considerado um dos ecossistemas de maior biodiversidade do mundo.  
 
 
golfinhos

mico-leão-da-cara-preta

Criado por ambientalistas, o parque é considerado como Patrimônio Natural pela UNESCO, Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural e Histórico do Paraná, abrangendo uma área com quase 34.000 hectares. Com acesso feito exclusivamente pelo mar, pelo caminho acontece o surpreendente encontro com golfinhos que costumam navegar em duplas e acompanhar a embarcações.
 
Embora o Parque do Superagui não seja aberto à visitação pública, vale a visita ao seu entorno e às praias da região. Esse é um lugar cheio de vida e nele estão diversas espécies ameaçadas de extinção, como o mico-leão-da-cara-preta, o papagaio-da-cara-roxa, a suçuarana, o bugio, além de aves marinhas e outros animais.
 
 
Chauá ou papagaio da cara roxa
Chauá voando em dupla
 
Ao entardecer ocorre a famosa revoada dos papagaios-da-cara-roxa na Ilha do Pinheiro. Também conhecidos como Chauá, essas aves partem para o continente pela manhã e retornam ao final da tarde. Com grande algazarra elas se escondem entre as folhas das palmeiras e quando a noite vai chegando elas se aquietam.

Uma curiosidade é que esses papagaios são sempre vistos voando em dupla. Segundo dizem, trata-se de casais que permanecem juntos por toda a vida, até que a morte os separe. Eles vivem em média uns 20 anos, havendo na natureza apenas 4000 desses papagaios, sendo que em torno de 3000 estão nas imediações de Guaraqueçaba.
 
 
Vila de Superagui

praia deserta
  
Vila de Superagui: Nos limites do parque natural está a Vila de Superagi, um pequeno povoado que concentra casas de pescadores, pousadas, lanchonetes e restaurantes. A vida simples nas comunidades é regida pela natureza. Longe de qualquer tecnologia, a rotina é governada apenas pelos ventos, pela lua e pelas marés. A energia elétrica só chegou até a vila há poucos anos. 
 
Além da Vila de Superagui existem outras comunidades como Barbados, Canudal, Vila Fátima, Ararapira, Barra do Ararapira, Rio dos Patos, Abacateiro e famílias que vivem isoladas na Praia Deserta. Também há campings selvagens e pousadas. Com 38 km  de praias virgens, a Praia Deserta é um excelente lugar para caminhar e pedalar.  A paisagem é de uma beleza cênica incomparável. 
 
 

obra de William Michaud
 
Henri ou William Michaud: Olhando essas florestas que chegam até os limites do mar, pode-se imaginar o ambiente hostil e selvagem que outrora aventureiros enfrentaram. Em meados do século 19 muitos imigrantes europeus se instalaram em Superagui, principalmente suiços e italianos.
 
Eles cuidavam de muitas plantações e tinham um comércio muito movimentado, época em que Guaraqueçaba teve grande prosperidade. Entre eles estava o pintor suíço Henri ou William Michaud. Assim como outros grandes artistas, Michaud se encantou com as belas paisagens de Superagui e as colocou em seus desenhos e aquarelas.
 
Na época Superagui era uma península, até que foi separada do continente pelo Canal do Varadouro em 1953 tornando-se uma ilha. O isolamento e fatores climáticos adversos fizeram com que os imigrantes abandonassem o lugar. Dessa época restaram algumas ruínas no meio da mata, mas também o típico físico europeu e sobrenomes de pescadores que ali residem, que são testemunhos dessa época.
 
 
 


 

Reserva Ecológica do Sebui: Localizada na Baia dos Pinheiros ao lado do Parque de Superagui, a Reserva Ecológica do Sebui é um lugar encantador. Devido à diversidade de animais e plantas, a reserva é considerada como um dos ambientes naturais mais importantes do mundo.
 
A rede de trilhas se estende por 5 km, levando a uma área de mangue e a uma série de cachoeiras. O Rio Sebuí é o maior curso d’água, tendo ainda o Rio das 4 Quedas, que tem 4 cachoeiras espetaculares; o Rio misterioso que tem 3 cachoeiras, além do Rio Velho e o Rio da Bica.
 
Pelos caminhos encontram-se muitas palmeiras, espécies típicas de florestas, bromélias e outras vegetações que formam belos cenários. Típicos do lugar também são as pacas, lontras, gambás, cachorro-do-mato, veados, tatus, gato-do-mato, puma, mico-leão, diversas espécies de repteis, anfibios e muitas aves.
 
Com água em abundância, na trilha há um trecho com uma passarela elevada para causar menos impacto ao ambiente durante as caminhadas e oferecer mais conforto aos visitantes. Na reserva existe um refúgio de madeira que serve para pernoite de até dez pessoas.
 
 

 
 
 
Outras ilhas: No entorno de Guaraqueçaba existem diversas ilhas, como a Ilha das Peças, Ilha Rasa, Ilha das Laranjeiras, Ilha do Rebelo/Povoca e Ilha do Superagui. Na baia das Laranjeiras e Rio das Peças é onde se encontram animais marinhos com seus filhotes. Nessa área só é permitida a navegação de embarcações que fazem transporte. Ali não são permitidos esportes náuticos, lanchas, esqui aquático, jet ski que são prejudiciais e interferem no cotidiano das comunidades.
 
Na pequena Vila das Peças há várias casas de madeira e uma praia virgem com aproximadamente 7 km. Desse local tem-se a vista da Ilha do Mel. Apesar de ter pouca infraestrutura turística, existe alguns restaurantes, pousadas e campings. Além das ilhas maiores, há outras pequenas ilhas sendo algumas desabitadas e desconhecidas. Não é permitido o desembarque nessas ilhas para não causar danos ao meio ambiente.
 
 
 

 
Vila de Ararapira: Outro lugar também desabitado é a Vila de Ararapira, um lugar que já foi um ponto estratégico no passado para as embarcações que navegavam entre as baías de Cananéia e Paranaguá. A vila banhada pelo braço de mar teve um importante papel no comércio local. Em seu apogeu, entre as décadas de 40 e 50, a vila negociava farinha, arroz, peixe seco e oferecia até tecido inglês no armazém.
 
Quando foi feita a abertura do canal do viradouro o mar se enfureceu e começou a engolir a terra. Avançando sobre as casas, apenas a Igreja de São José permanece de pé. Todo o resto virou ruinas. Ainda hoje o vilarejo sofre com a erosão provocada pelo mar, não sendo permitido desembarcar nesse lugar. No imaginário popular há várias lendas envolvendo Ararapira. 
 
 
 

 
Uisque Caiçara: É de Ararapira a famosa folha de Cataia, que na língua tupi-guarani significa "folha que queima" e da qual se faz o famoso "Uisque Caiçara" ou "Uisque da Praia". Feito através da infusão das folhas de Cataia curtidas na cachaça, alguns dizem que essa planta tem propriedades medicinais. Antigos já usavam Cataia para cicatrizar ferimentos, tratar problemas estomacais e diarréia. 
 
Cozinheiras e alguns chefs gostam de usar a cataia como tempero. Dizem que substitui o louro e dá um sabor exótico à comida. Outros dizem que é um bom repelente para afastar mosquitos. Mas o melhor da Cataia é o sabor que dá à bebida. Quando é imersa na cachaça perde sua acidez, sendo geralmente consumida pura ou com mel. Existe também a cerveja artesanal de Cataia.
 
 


 
Mel das abelhinhas sem ferrão: Das comunidades de Guaraqueçaba sai um delicioso mel das abelhinhas sem ferrão. Tendo uma produção em pequena escala, é um mel muito valorizado.
 
Extraído das colmeias formadas pelas abelhas que se alimentam da florada das árvores e ervas nativas da floresta, pesquisadores dizem que o mel da região tem propriedades medicinais mais eficazes. Por tratar-se de um mel de primeira qualidade, também é o preferido por grandes chefs de restaurantes. 
 
Além de fornecer o néctar transformado em mel, as abelhas também polinizam e consequentemente contribuem para a renovação natural da Mata Atlântica. E se há abelhas nas matas, também há muitos outros insetos. É indispensável o uso de repelente durante o dia e à noite, pois ali os mosquitos atacam pra valer...  
 
 

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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