quarta-feira, 12 de maio de 2010

Belo Horizonte, a cidade que merece seu nome




Cercada por altas montanhas de onde surge o sol pela manhã com grande esplendor, assim é Belo Horizonte. Cidade de clima agradável, protegida dos ventos frios do sul e dos ventos quentes do norte, sua paisagem é tomada por muitas áreas verdes o que confere o título de "Cidade Jardim". E foram essas qualidades que tornaram Belo Horizonte a capital de Minas Gerais.




Desde 1701 os bandeirantes tinham se embrenhado nas matas à procura de ouro e pedras preciosas, até que chegaram no alto de uma serra e perceberam o clima agradável do lugar. Ali fizeram uma plantação e uma criação de gado, que deu nome à Serra do Curral. Com seus inúmeros escravos formaram um povoado atraindo outros moradores, que ficou conhecido como Curral Del Rei.

Ao final da monarquia do Brasil e com o esgotamento das jazidas de ouro em Ouro Preto, o povoado chamou atenção do governo. Nascia assim a ideia de construir uma nova capital. O projeto da cidade foi inspirado no modelo das mais modernas cidades do mundo como Washington e Paris, tendo sido inaugurada em 12 de dezembro de 1897.

Belo Horizonte foi a primeira cidade brasileira modernamente planejada, com traçado perpendicular de ruas cortadas por avenidas em diagonal, quarteirões de dimensões regulares e uma avenida em torno de seu perímetro que recebeu o nome de Avenida do Contorno.


Praça da Liberdade
Praça da Liberdade
Praça da Liberdade
 
 Praça da Liberdade: Belo Horizonte tem inúmeras praças. Seja grande ou pequena, cada uma tem uma peculiaridade e sempre são usadas como uma referência. A primeira delas foi a Praça da Liberdade onde teve início a construção da cidade, tendo sido criada para reunir as secretarias públicas e o Palácio do Governo que recebeu o nome de Palácio da Liberdade.

Na época o local foi escolhido por ser uma colina de onde se poderia ver tudo do alto e com muita nitidez. Os jardins da praça possuem um paisagismo muito peculiar, com muitas árvores, um coreto usado para apresentações musicais e fontes inspiradas nas grandes fontes do Palácio de Versailles. O corredor principal é direcionado ao palácio sendo margeado por palmeiras imperiais.
 

fachada do Palácio da Liberdade
fachada posterior do Palácio da Liberdade
escadarias do palácio
interior do palácio
 
Palácio da Liberdade: A elegância do Palácio da Liberdade está presente em seus três andares, onde várias salas possuem requintadas decorações com influência do estilo francês. A escadaria principal em elegante estilo art nouveau foi fundida na Alemanha. Os exuberantes lustres são de cristais importados da Boêmia. Os afrescos foram feitos por artistas brasileiros e italianos.

Os jardins na parte posterior do palácio foram planejados pelo paisagista francês Paul Villon, tendo um quiosque feito de concreto que parece galhos retorcidos. Há ainda um lago, um orquidário, esculturas francesas e postes que sustentam águias de metal cercadas por luminárias. Na época os jardins do palácio eram um prolongamento da praça, até que foram delimitados pelas grades que hoje cercam o palácio. 

 
Cidade Administrativa
Palácio Tiradentes
 

Cidade Administrativa: Por muitos anos a Praça da Liberdade centralizou o funcionalismo público, até sua transferência para a Cidade Administrativa. Construída em estilo moderno, os cinco prédios com fachadas em vidro deveriam servir apenas para centralizar secretarias e órgãos do governo estadual. Porém ultrapassou essas expectativas, tornando-se um ponto turístico devido à sua beleza e imponência nas imediações do Aeroporto de Confins.

O Palácio Tiradentes é o maior edifício suspenso do mundo: 1.080 cabos de aço sustentam a construção de quatro pavimentos. Com o espírito inovador e dinâmico, o Governador Aécio Neves transformou a Cidade administrativa numa verdadeira cidade, com lojas, correios, agências bancárias, serviços médicos, espaço para alimentação, estacionamento, lago e jardins.

 
 

 
 


Espaços Culturais da Praça da Liberdade: Atualmente os prédios da Praça da Liberdade funcionam como espaços culturais, sendo o maior conjunto integrado de cultura do Brasil reunindo galerias de arte, espaço para oficinas, cursos e ateliês, acervos históricos, artísticos e temáticos, centros culturais interativos, museus, teatro e espaço multiuso, bibliotecas, planetário, cafeterias, restaurantes e lojas.

Fazem parte do conjunto o Palácio da Liberdade, a Casa Fiat de Cultura, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro de Formação Artística – Cefar voltado para cursos de música, teatro e dança, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Museu das Minas e do Metal, o Espaço do Conhecimento TIM / UFMG com seu terraço astronômico e Memorial Minas Gerais Vale. A maioria dos espaços oferece entrada gratuita.



Espaço do conhecimento durante o dia e à noite
  
 
 
Espaço do Conhecimento: Muito interessante é o Espaço do Conhecimento, que tem um planetário de última geração, único no estado a utilizar uma das mais avançadas tecnologias do mundo em projeção. Contém um sistema digital que permite ver o espaço em 360º como se estivesse numa nave espacial. Há também filmes sobre astronomia e sessões com projeções astronômicas comentadas.

Instalado no quinto andar do chamado "Cubo de Vidro" da Praça da Liberdade, as cadeiras reclináveis e sala climatizada proporcionam conforto a quem participa dessa interessante experiência. No terraço astronômico há um telescópio gigante. As sessões de observação são apresentadas e comentadas pela equipe de Astronomia do Espaço do Conhecimento.

Ocasionalmente o terraço é utilizado para observação de eventos especiais, como por exemplo, os eclipses. Há diversas exposições em seus andares e  à noite, a fachada do prédio que é revestido de vítreo especial se torna uma grande tela de projeção de imagens. Pedestres e motoristas se encantam com os painéis digitais. Aos sábados há sempre uma conferência com um especialista que interage com o público num clima descontraído.


Edifício Niemeyer

Casa da Economia Criativa
Arquivo Público
 
Centros culturais: Da Praça da Liberdade faz parte o Edifício Niemeyer, construído em estilo moderno numa época de modernização da cidade. Embora tenha apenas oito andares, o recurso arquitetônico dá a impressão de quinze andares.

Próximo à praça está a Casa da Economia Criativa - Sebrae voltada para o empreendorismo, o Centro de Arte Popular Cemig e o Museu Mineiro com acervo de arte.

Do conjunto histórico também faz parte o Grupo escolar Afonso Pena, que foi uma das escolas pioneiras de Belo Horizonte. Foi criado em 1907 tendo sido uma referência na educação dos filhos das ilustres famílias de BH. Nessa escola estudou o escritor Guimarães Rosa.


 
Museu Abílio Barreto


Museu histórico: Dentre os diversos museus históricos, tem destaque o Museu Histórico Abílio Barreto que recebeu o nome do jornalista que reuniu antigos documentos, textos, mapas, objetos e fotografias da construção de Belo Horizonte.

Localizado no bairro Cidade Jardim, o espaço do museu compreende um antigo casarão que foi sede da Fazenda do Leitão em 1883 e uma sede moderna, tendo um jardim com muitas árvores e um bonde que foi no passado um meio de transporte em Belo Horizonte.

 
 

 
Arquivo Público: O Arquivo Público é o mais antigo centro de cultura de Belo Horizonte. Construído em 1895, antes mesmo da inauguração capital, seu acervo compreende mapas, fotografias, filmes, livros e documentos desde a época colonial, incluindo a saga dos imigrantes e sua chegada no Brasil.

A cultura mineira foi formada principalmente pela influência dos colonizadores portugueses e dos imigrantes italianos, que foram os primeiros habitantes da cidade. Calcula-se que aproximadamente 60% da população belo-horizontina tenha ascendência europeia, principalmente de ascendência italiana que influenciaram na identidade cultural e no desenvolvimento da cidade.

Depois dos italianos, vieram os imigrantes espanhóis, portugueses e árabes. Naquela época, independente de serem procedentes da Síria ou do Líbano todos eram chamados de turcos. Foram eles que ampliaram o comércio da cidade concentrando-se na época nas proximidades da Praça Rui Barbosa, mais conhecida como Praça da Estação por ser o local de onde chegavam e partiam os trens de carga.

 
Museu de Artes e Ofícios

Praça da Estação
Praça da Estação
 

Praça da Estação/Museu Artes e Ofícios:Por sua localização na estação central da cidade, o prédio da Praça da Estação foi agraciado em 1888 com o primeiro relógio público no alto da torre.

A praça é marcada por um monumento com o brasão e partes da história de Minas Gerais retratadas em placas de metal em suas quatro faces. Os jardins são adornados com fontes e estátuas em mármore, tendo sido recentemente revitalizada para receber grandes eventos. 
 

Museu Artes e Ofícios

Museu Artes e Ofícios


Essa é uma praça bastante movimentada pela Estação Central do Metrô, sendo também a sede do Museu de Artes e Ofícios, onde há uma ampla exposição de um acervo representativo do universo do trabalho, das artes e dos ofícios no Brasil. É um lugar onde pode-se apreciar ferramentas utilizadas pelos mais variados profissionais ao longo dos séculos em seus ofícios.


Museu Giramundo
 
Museu Giramundo: Bem próximo à Praça da Estação encontra-se o interessante Museu Giramundo, que contém um acervo das produções do grupo teatral que tem como base o teatro de bonecos. Tal como as Marionetas de Palermo, o museu reúne uma série de bonecos usados em suas experiências cenográficas, além de filmes, áudios e fotografias.

A tradicional arte popular ganhou raízes na idade Média. Naquela época, fantoches e marionetes eram uma forma popular de entretenimento em toda a Europa medieval, tendo expandido na tradição da narrativa oral dos trovadores e cantores de rua, chamado Cantàri ou o Contastorie em italiano. Os fantoches e marionetes dramatizam as histórias, os feitos gloriosos dos tempos, e contos retirados diretamente das vivências diárias e do folclore.

Também interessante é o Museu dos Brinquedos, que mantém uma coleção de 5.000 peças desde o século 19 até os dias atuais. Através dos brinquedos as crianças podem conhecer jogos, instrumentos musicais, fantoches e livros de estórias que fizeram a alegria das crianças do passado e adultos podem reviver a doce lembrança de sua infância.


Espaço cultural Serraria Souza Pinto
Museu da Propaganda

Serraria Souza Pinto/Museus: Fazem parte também do acervo arquitetônico da Praça da Estação, o Museu de Artes e Ofícios, o Centro Cultural da UFMG que é dedicado à experimentação artística, a Serraria Sousa Pinto e os Viadutos que servem de acesso aos bairros Floresta, Santa Teresa e outros bairros.

Ao lado do Viaduto Santa Teresa está a Serraria Souza Pinto, que é um patrimônio histórico de Belo Horizonte.  Inaugurada em 1913, nela se produzia materiais para a construção da nova capital. Foi revitalizada há alguns anos para ser destinada a eventos artísticos e feiras.

Bem próximo à Praça da Estação encontram-se o Museu da Memória Gráfica na Avenida Santos Dumont e o Museu da Propaganda instalado na Avenida Assis Chateaubriand, que reúne um memorial de trabalhos destacados no mundo da mídia e outras informações.
 
 
Museu da FEB
 
Museu da FEB: Nas imediações da Praça da Estação, situado no bairro Floresta, está o Museu da Força Expedicionária Brasileira, onde veteranos da Segunda Guerra Mundial apresentam o acervo que foi organizado com uniformes e outros apetrechos usados pelos heróis da guerra.
 
A Segunda Guerra Mundial que teve início em 1939 e só terminou em 1945, teve a participação de brasileiros que lutaram na Itália junto com as forças aliadas contra o nazi-facismo. Muitos soldados brasileiros participaram de importantes batalhas, como a tomada de Monte Castelo tendo sido decisiva para por fim aos combates da 2ª Guerra Mundial.
 
 
 
 
Avenida Afonso Pena: A Avenida Afonso Pena, que foi a primeira via projetada da cidade, é atualmente uma das mais importantes vias da cidade por concentrar os principais órgãos públicos e pontos culturais, comerciais e financeiros.
 
A avenida tem início na Praça Rio Branco, que é mais conhecida como Praça da Rodoviária, terminando na Praça da Bandeira, mais conhecida como Alto da Afonso Pena. Nessas imediações está o Museu da Telefonia e Telecomunicações, que mantém um acervo que reconta a memória da comunicação humana através dos tempos.
 
Localizada em um ponto privilegiado da cidade, na Praça da Bandeira está o Marco Cívico do Centenário da cidade. Um evento muito interessante e emocionante que ocorre no terceiro domingo de cada mês é a troca da bandeira, que é precedida de uma cerimônia cívica realizada a partir das 10 horas da manhã.
 
 
Praça do Papa
 

Praça do Papa: O Alto da Afonso Pena é um dos lugares mais lindos de Beagá, onde tem destaque os luxuosos bairros Belvedere e Mangabeiras marcados por elegantes mansões e o Palácio das Mangabeiras, que é a residência oficial do governador. O marco do bairro é Praça do Papa, que recebeu esse nome quando o Papa João Paulo II visitou a cidade e se encantou com o horizonte exclamando: "Que belo horizonte!".
 
 
Mirante de Belo Horizonte



Mirante Mangabeiras: Acima da Praça do Papa está o Mirante de onde tem-se uma vista panorâmica da cidade. E se uma imagem vale mais que mil palavras, não existe melhor lugar que o Mirante para entender o porquê do nome da capital. 


Lá do alto parece que a metrópole se torna imóvel para ser contemplada. Os arranha-céus já não parecem tão grandes e a lagoa da Pampulha se torna apenas uma pincelada na paisagem. Do alto Belo Horizonte cabe em um só olhar.

Muitos turistas ficam curiosos para saber a direção de outras cidades. Para calcular uma direção aproximada,  quem olha sobre Belo Horizonte tem:
  • além do horizonte à sua frente: Brasília, Manaus, Colômbia, Panamá, México e Califórnia/EUA.
  • às suas costas: o Rio de Janeiro e o oceano atlântico.
  • à direita: o nordeste brasileiro, norte da África, a Europa e os países nórdicos.
  • à esquerda: São Paulo, Uruguai, Argentina etc.:

 

Parque das Mngabeiras

 

Parque Mangabeiras: O Parque do mangabeiras é um dos lugares mais agradáveis da cidade. Localizado aos pés da Serra do Curral, o parque foi projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx tendo uma área de quase 3 milhões de metros quadrados e diversas nascentes. É um dos maiores redutos ecológicos da cidade. 
 
Estando a uma altitude de 1.000 metros, o local é arejado e possui muitas vegetações entre as quais se vê esquilos e micos saltitando. Trilhas, recantos naturais, quadras de esportes, playground e arena de teatro e shows fazem parte do cenário do parque.
 
 
Parque Municipal
Parque Municipal
 

Parque Municipal: Desafiando arranha-céus, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti ocupa uma grande área verde no centro da cidade. Criado na época da inauguração da capital, o parque tem em seus 180.000 metros quadrados muitas árvores e charmosos jardins em estilo francês criados pelo paisagista francês Paul Villon.
 
Destinado a caminhadas, passeios e prática de esportes, um símbolo do parque é o lago com barcos e pedalinhos que dão um colorido ao cenário do parque. Dentro do parque existem muitos monumentos, um orquidário, o Mercado de flores, o Teatro de Arena utilizado para concertos ao ar livre e o Teatro Francisco Nunes.
 
Construída em estilo francês, a Ilha dos Amores está no centro da Lagoa dos Barcos e possui uma ponte em estilo romântico com estrutura em arco de madeira. Na ilha está o monumento dedicado à heroína a Anita Garibaldi. O Coreto foi projetado em estilo romântico inglês.

 
 


Feira de Artesanato: É em frente ao Parque Municipal que acontece aos domingos a Feira de Artes e Artesanato, a maior do gênero em espaço aberto da América Latina. É conhecida como "Feira Hippie", porque o início da feira começou com um grupo de artistas plásticos que se reuniam para vender seus trabalhos.

Com o tempo o grupo foi crescendo, até que foi instituído o local para a exposição dos trabalhos artesanais e barracas com deliciosos quitutes.  São mais de 2.000 barracas que vendem roupas, calçados, acessórios, bolsas, bijuterias, artesanatos de madeira e de vime, objetos de decoração, tapeçarias, brinquedos e outras peças.

Durante a feira um longo percurso da avenida é interditado, deixando o espaço apenas para os expositores e visitantes. Visitar a feira significa encontrar peças originais em preços bem razoáveis, mas principalmente divertir durante o passeio.

Quem gosta de peças artesanais e quiser se encantar com belas criações de bordado e tapeçaria não pode perder a oportunidade de conhecer o Museu do Bordado. Situado numa casa do bairro Cidade Nova, a filha de uma professora de bordado reuniu uma coleção de peças, algumas remanescentes de 1790. A coleção visa divulgar o valor cultural do bordado e suas técnicas.



Palácio das Artes
 
Palácio das Artes: Junto ao parque está o complexo do Palácio das Artes, que é um dos maiores centros culturais da América Latina e reúne num mesmo local vários teatros, salas de cinema, locais de eventos, centro de formação em artes e galerias de arte. 
 
Famoso pela beleza arquitetônica projetada por Oscar Niemeyer, seus teatros são alguns dos melhores da cidade, onde há sempre uma programação variada que consta de óperas, peças teatrais, concertos de orquestra, espetáculos de dança, shows musicais, exposições, exibição de filmes, lançamento de livros, palestras, congressos e seminários.
 
Quem curte teatro e cinema tem pelo menos umas vinte opções. Há muitos cinemas dos diversos shoppings. Os teatros mais badalados além do Palácio das Artes é Sesc Palladium e o Teatro Sesiminas. Os megaeventos geralmente são realizados no Expominas e no Megaspace no subúrbio da cidade.
 
 
 
 
 
Arquitetura antiga de Belo Horizonte: Ao longo da Avenida Afonso Pena se destacam construções modernas e outras em estilo art decò. Algumas construções parecem castelinhos, outras se destacam devido ao seu estilo, como o luxuoso prédio do Automóvel Clube.
  
Automóvel Clube
Salão do Automóvel Clube

O Automóvel Clube que teve início em 1925 com a intenção apenas de promover a prática do automobilismo em Minas Gerais e criar um espaço para entreter os sócios exclusivos. Porém se transformou em algo muito maior, tornando-se um local de encontro de políticos e da alta elite.
 
No dia da inauguração exigiu até o uso de casaca para os homens para o baile de gala. Somente os sócios aprovados podiam frequentar as mais concorridas e luxuosas festas de Belo Horizonte. O Salão Dourado foi inspirado no Salão de Espelhos do Palácio de Versalhes em Paris e decorado por três lustres de cristal da Boêmia.
 
O imponente Salão Príncipe de Gales passou a ser chamado assim depois da visita do Príncipe de Gales Edward VII e seu irmão George VI, que anos depois tornou-se Rei da Inglaterra. Atualmente os quatro pavimentos do prédio não vivenciam mais o glamour nem o burburinho social do século passado, mas ainda continua majestoso num dos pontos de destaque da cidade.
 
 
Instituto cultural Moreira Sales

Museu do Judiciário Mineiro
Conservatório de Música
Prefeitura Municipal
Edifício Acaiaca
 
Ao longo da avenida Afonso Pena estão importantes museus e centros culturais situados em prédios que são verdadeiras preciosidades da arquitetura, tal como o Instituto Cultural Moreira Sales que possui um amplo acervo de artes plásticas, literárias, visuais e biblioteca sobre artes.
 
No elegante Palácio da Justiça de 1912 funciona o Museu do Judiciário Mineiro, que contém extensa biblioteca e processos que servem para estudos. Também na avenida estão a Prefeitura Municipal desde 1937 e o lindo prédio do antigo Conservatório de Música.
 
Alguns edifícios tem destaque por seu estilo e decoração, como o Edifício Acaiaca que tem as grandes faces dos índios vigiando o movimento da avenida, sendo um símbolo da ousadia arquitetônica mineira da década de 1930.
 
 
 


Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem: Uma característica marcante do povo mineiro é a sua religiosidade. Na região metropolitana existem centenas de igrejas, católicas, evangélicas, protestantes, além de templos judaicos, budistas e de outras religiões. Algumas fazem parte da história da cidade, como a Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, a padroeira da cidade.

Originada de uma pequena capela criada pelos primeiros colonos, a construção da igreja iniciada em 1912 demorou quase 20 anos para ser concluída, mas ao final resultou numa magnífica arquitetura neogótica. Situada nas imediações do parque, está inserida numa grande praça arborizada onde ainda se encontra uma antiga bica d'água da época colonial.


 
 

Igreja São José: Na avenida Afonso Pena a Igreja São José se destaca por suas imponentes escadarias. Foi a primeira igreja da cidade, tendo sido construída em 1910 em estilo manuelino e com fortes influências holandesas. A pintura interna é uma obra do artista alemão Guilherme Schumacher.

Uma curiosidade interessante dessa igreja são as 14 imagens de santos de um lado e as 14 imagens de santas do outro lado. Essa separação reflete o costume da época em separar os homens das mulheres dentro das igrejas. No Convento dos Redentoristas anexo à igreja é visivel a influencia holandesa, que chama atenção por sua grandiosidade e beleza.

 
 


Basílica Nossa Senhora de Lourdes: Bem próximo ao centro da cidade está a Basílica Nossa Senhora de Lourdes, onde predomina a arquitetura neogótica. Concluída em 1930 a basílica tem um órgão de 400 tubos e inúmeros detalhes na fachada que só podem ser notados quando se está diante dela. Seis imagens se destacam na fachada, tendo Nossa Senhora de Lourdes no topo que deu nome ao nobre bairro de Lourdes.
 



 
Praça Sete: Um dos pontos mais agitados é a Praça Sete de Setembro. Mais conhecida como Praça Sete, o obelisco central celebrou os cem anos da Independência do Brasil em 1922. Já foi mudado de lugar, mas após muitas discussões acabou retornando ao seu local original e tomou o apelido de "Pirulito da Praça Sete".

A praça é cortada por duas importantes avenidas, Avenida Amazonas e Avenida Afonso Pena, além de outras 2 ruas diagonais que tem seus quarteirões reservados apenas para pedestres. Ao redor da praça existem prédios comerciais e de serviços públicos, tendo destaque o Cine Teatro Brasil.


Cine Theatro Brasil


Cine Theatro Brasil: Recentemente restaurado e transformado em espaço cultural, o Cine Theatro Brasil construído em 1932 foi em sua época o principal cinema e o maior teatro da cidade. Sua construção foi pioneira na utilização de concreto armado e importado da Inglaterra.

Inspirado na arquitetura francesa, foi o primeiro prédio da cidade em estilo Art-Deco que influenciou na construção de outras obras tornando Belo Horizonte uma das cidades brasileiras com maior presença do estilo Art-Deco. Durante um longo tempo foi o prédio mais alto da capital. Seus 11 andares causava fascínio nas pessoas, que pagavam ingresso para visitar o terraço de onde se avistava toda a Serra do Curral.

 
Minascentro

 

Minascentro: Outro espaço cultural muito bonito é o Minascentro, um centro de convenções que ocupa um quarteirão inteiro. Idealizado no início do século 20, na época teve a influência do estilo neoclássico o que resultou numa esplendorosa fachada. Devido à sua linda estrutura, nesse espaço há sempre grandes feiras, congressos, formaturas, seminários e festas.
 
Interessantes são os nomes dos teatros do Minascentro que levam nomes de pedras preciosas: Teatro Topázio, Teatro Granada, Teatro Turmalina, Teatro Esmeralda, Teatro Água Marinha e Teatro Pirita. As duas áreas de eventos são chamadas Jaspe e Safira, tendo ainda a Praça Cristal.
 
 
Praça Raul Soares
Praça Raul Soares
 
Praça Raul Soares: O Minascentro faz parte do complexo da Praça Raul Soares, que tem como atrativo sua fonte luminosa musical e o seu calçamento formando desenhos marajoaras.
 
Inaugurada em 1936, no entorno da praça há várias construções consideradas patrimônio da cidade ou de importância para a cidadania, como o Mercado Municipal, a Igreja Batista, a Igreja Universal e o conjunto Governador Juscelino Kubitschek, chamado apenas de edifício JK, que já foi um dos prédios mais altos de Belo Horizonte.
 
 
Mercado Central
 
Mercado Central: Para os belorizontinos o Mercado Central é bem mais do que um local de comércio de frutas, legumes, bebidas, brinquedos, carnes, flores e mais uma infinidade de produtos. Ele faz parte da cultura da cidade.
 
Criado em 1929 ocupando inteiramente um quarteirão, cada cantinho tem a sua história que ajudam a contar a história da cidade. No estacionamento  há uma capela dedicada a Nossa Senhora de Fátima, que é padroeira do mercado.
 
E é essa mistura de religiosidade, tradição e cultura que fazem do Mercado Central um cantinho aconchegante de Belo Horizonte. Além do comércio o Mercado Central tornou-se um centro popular da cultura mineira e atração turística devido aos seus inúmeros bares.
 
 
 
 
 
Festival de Comida de Buteco: Um evento anual que já se tornou tradicional na cidade é o "Festival Comida de Buteco", uma competição entre os bares da cidade, que serve de pretexto para visitar diversos bares e botecos da cidade.
 
Belo Horizonte é conhecida como a "Capital Nacional do Boteco" por ter mais de 14.000 bares na cidade, que estão espalhados por vários pontos da cidade. Os lugares mais badalados estão nas regiões da Savassi e dos bairros Anchieta, São Pedro, Carmo, Lourdes, Cidade Jardim, Santa Teresa e Pampulha.
 
 
região da Savassi
Savassi: Tradicional região de Beagá, Savassi é sinônimo de arte, de muita badalação e das últimas tendências da moda, que teve início em 1930 quando o italiano Amilcare Savassi estabeleceu uma padaria acabando por dar o seu nome à região da Savassi. O ponto central é a Praça Diogo de Vasconcelos, mais conhecida como Praça da Savassi.

Seus ares europeus remete à mais sofisticada atmosfera parisiense, com quarteirões fechados para pedestres, mesas nas ruas, charmosos cafés e ótimas livrarias. À noite Savassi significa muita paquera e vida noturna agitada por muitos bares, restaurantes, boates e casas de shows.

Alguns são animados por música ao vivo. Desse cenário fazem parte o Shopping Pátio Savassi e o Chevrolet Hall, um espaço usado para eventos artísticos e esportivos, feiras e exposições temáticas.


Bus Parthy

Locais de diversão: Outro lugar badalado para o público jovem são os bares e restaurantes do bairro Anchieta. Algumas boas opções são o Almanaque, Cia do Boi, Bar da Neca e Café do Carmo. Quem estiver animado pode embarcar no Bus Party, uma boate intinerante que roda por toda a cidade. Equipado com luzes neon, bar e música eletrônica, o ônibus passa pelos pontos mais badalados de BH.

Há também animados pubs no bairro São Pedro. Na Avenida Raja Gabaglia tem como opção a Cervejaria Swingers e Cachaçaria Alambique, que são casas animadas para dançar. Quem prefere algo badalado, porém mais arrumadinho, tem várias opções no bairro de Lourdes, que tem barzinhos com mesas na calçada, pizzarias e restaurantes requintados. Alguns recomendados são o Tzé, Gonzaga, Maria de Lourdes e Chamego`s.

O bairro Santa Teresa tem um clima mais boêmio, sendo frequentrado por um público de todas as idades e preços mais em conta. Nas imediações da Praça Duque de Caxias, conhecida como Praça Santa Teresa, há inúmeros bares, restaurantes e casas de shows.

Nesse bairro existiu o Clube da Esquina, que trouxe renovação à musica brasileira através de Milton Nascimento e outros amigos. Muitos bares e restaurantes também agitam a vida noturna da Pampulha. Alguns tem música ao vivo, outros são mais tranquilos. Algumas opções são o Excalibur, Filé Espeto e Hamburgueria.

 
 
Pampulha

Pampulha: Com uma grande lagoa artificial, circundada por belas e modernas residências,  o conjunto arquitetônico da Pampulha tem destaque pelas ousadas formas das construções de sua época. O complexo foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer na década de 1940, que na época desafiou a monotonia da arquitetura contemporânea.

Uma dessas construções Iate Clube, que foi inaugurado em 1943 tendo uma construção a forma de um barco que se lança pelo espelho d’água em meio a belos jardins feitos pelo paisagista Burle Marx.  Próximo ao Iate está o Centro de Informações turísticas.

 
Igreja São Francisco de Assis


Igrejinha da Pampulha: A obra que tem mais destaque é a Capela de São Francisco de Assis, considerada a obra-prima do conjunto que foi inaugurada em 1945. A partir dessa época permaneceu 14 anos proibida de qualquer celebração religiosa devido ao seu formato, que não foi aceito pelas autoridades eclesiásticas da época. No projeto participaram importantes expoentes da arte brasileira, como Candido Portinari, Ceschiatti e Burle Marx. Ao lado da igrejinha está o Parque Guabanara, que possui muitos brinquedos para as crianças.
 



MAP Museu de Arte da Pampulha
Museu de Arte da Pampulha: O museu é um dos pontos turísticos mais famosos de Belo Horizonte. Construído em 1943 para trazer movimento à região da Pampulha, tão logo foi inaugurado atraiu muitos amantes de jogos ao cassino. Na época era conhecido como "Palácio de Cristal" e agitou a vida noturna da cidade, até que o jogo foi proibido no Brasil.
 
Atualmente o MAP possui um acervo de 1.600 obras da Arte Contemporânea brasileira em variadas tendências artísticas. Nas imediações da Pampulha está o Museu da História da Inquisição, que tem amplo acervo em fotografias, biblioteca e documentos. Também pode-se conhecer os museus científicos da Universidade Federal de Minas Gerais.
 
 
Casa do Baile


Casa do baile: Situada numa pequena ilha artificial e ligada à orla por uma pequena ponte de concreto, a Casa do Baile com sua construção diferenciada pelas formas circulares e sinuosas foi no passado um dos principais salões de dança da cidade.

Inaugurada em 1943 para ser um restaurante dançante, com apenas 5 anos de funcionamento a Casa do Baile foi desativada devido à proibição do jogo de cassino. Atualmente é um espaço para exposições de arte e local de seminários.
 

 
 
A orla da lagoa engloba diversas estruturas de lazer, além de ser palco para grandes festas como o reveillon e eventos esportivos, como a Volta Internacional da Pampulha.  Há quatro pontos na orla que são usados como área de descanso e como mirantes da lagoa, que possuem nomes de pássaros como garça, biguá, sabiá e bem-te-vi.
 
Junto da lagoa está o Centro de Preparação Equestre, o Parque Ecológico, o Jardim Zoológico, o Mineirão e o Mineirinho.  Ainda pode-se admirar a casa que foi residência de Juscelino Kubitschek, quando ele foi prefeito de Belo Horizonte.
 
Jardim Zoológico: Ocupando uma área de 1 milhão e meio de metros quadrados, no Jardim Zoológico encontram-se 3.000 animais, tanto de espécies brasileiras como de várias partes do mundo.
 
Há um borboletário, que é um viveiro com 2.000 insetos. Um dos destaques é o Aquário Temático do Rio São Francisco, que é um dos maiores aquários de água doce do Brasil. O Jardim Japonês foi criado para celebrar o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
 
Parque Ecológico: No Parque Ecológico há bicicletas para visitantes usarem gratuitamente e equipamentos de ginástica, pistas de caminhada e cooper e bicicletas gratuitas. O espaço também é utilizado como cenário para shows musicais, espetáculos de dança, peças teatrais e eventos com propósitos educativos. Tem destaque o Monumento da Imigração Japonesa no Brasil.
 
Museu de História Natural/Jardim Botânico: Quem se interessa por botânica e fauna, tem a opção de visitar o Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG no bairro Santa Inês, que tem interessantes exposições de arqueologia, mineralogia, física e laboratório interativo. Um destaque do museu é o famoso Presépio do Pipiripau.
 
 
Mineirão / Mineirinho


Mineirão: O grande destaque da Pampulha é o Estádio Magalhães Pinto, chamado apenas de Mineirão, que receberá inicialmente as delegações provenientes da Colômbia, Grécia, Bélgica, Argélia, Argentina, Costa Rica e Inglaterra e depois as delegações que forem classificadas para a segunda fase da Copa do Mundo 2014.
 
Cartão postal da Pampulha, o Mineirão passou por ampla ampliação e restauração, tendo ao lado o ginásio Mineirinho que é usado para outras modalidades esportivas e eventos artísticos. A Esplanada do Mineirão tem uma vista privilegiada para a Lagoa da Pampulha e nas dependências do estádio está o Museu Brasileiro de Futebol.
 
Museu do Futebol: Quem quiser conhecer os bastidores do estádio, como vestiários, camarotes, gramado e sala de aquecimento dos atletas pode participar da visita guiada, que conta com monitores bilíngues que acompanham grupos de visitantes e prestam informações detalhadas e curiosidades sobre o estádio.
 
A visita guiada é feita em grupos de 40 pessoas, sendo o acesso do público feito pelas entradas norte e sul por meio de rampas e escadas, exceto em dias de jogos e eventos. Ali pode-se usufruir do amplo espaço para a prática de esportes, como skate, corridas e caminhadas, tendo acesso também às lojas e a dois restaurantes: Koni e Spoleto.
 
Assim como todos os brasileiros, os belorizontinos são apaixonados por futebol e a rivalidade futebolística faz parte da cultura da cidade. As maiores equipes são: o América que tem como símbolo o coelho, o Cruzeiro a raposa e o Atlético o galo, que fazem vibrante a alma dos mineiros.
 
 

 
 
Linha Turismo: Um meio prático e barato de conhecer o centro de Belo Horizonte  é usar a Linha Turismo ST01 que percorre os principais pontos turísticos da cidade. Os ônibus circulam entre 8 e 18 horas em todos os dias, saindo dos pontos a cada 40 minutos, oferecendo conforto e comodidade com ar condicionado, televisão e internet wi-fi.
 
De segunda a sexta-feira, os ônibus circulam desde a praça da estação, passam pela avenida Afonso Pena, Praça da Liberdade, Museu Abilio Barreto, Savassi e Praça Raul Soares. Aos sábados, domingos e feriados os ônibus chegam até o alto das Mangabeiras. Os locais de embarque são:
  • Praça da Estação: Rua Aarão Reis, 500
  • Centro: Avenida Afonso em frente aos números 1270 e 1534
  • Praça da Liberdade:  Av. João Pinheiro, 450 e Praça da Liberdade, 150 
  • Savassi: Av. Cristóvão Colombo em frente aos números 629 e 287 
  • Savassi: Av. do Contorno em frente aos números, 5809,  5341, 5170, 5602, 6200, 6608 
  • Lourdes: Av. Prudente de Morais, 135, R. Marília de Dirceu, 135
  • Lourdes: R. Bárbara Heliodora, 59 e Av. Olegário Maciel, 1329 
  • Centro: R. Santa Catarina, 201 e Av. Amazonas, 885 e 491
  • Centro: R. dos Tupinambás, 227 



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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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