sábado, 12 de fevereiro de 2011

Porto Alegre, terra do chimarrão




Porto Alegre é uma cidade de contrastes e diferenças que convivem bem. Multicultural por natureza, ao longo dos séculos a cidade acolheu imigrantes de todo mundo resultando em múltiplas expressões e variadas faces. Terra de grandes escritores, intelectuais e artistas, dessa terra surgiram grandes políticos que marcaram a história do Brasil.




 

Passear por Porto Alegre é caminhar pelo Parcão ou tomar mate no Parque da Redenção, enquanto jovens confraternizam nos bares da Cidade Baixa e senhoras compram peixes no Mercado Público. Terra do chimarrão, do churrasco de fogo no chão, das delicias do café colonial e dos chocolates, a cidade é a mistura dos carros que cortam a velha avenida Borges de Medeiros e dos barcos que costeiam o Cais do Porto. Este é o cartão postal de Porto Alegre.

A cidade ganhou expressão internacional através dos jogadores de futebol como Pato, Ronaldinho gaúcho e a supermodel Gisele Bündchen entre outras grandes celebridades. Um jeito prático e especial para conhecer a cidade e descobrir suas melhores atrações é a Linha Turismo, um ônibus com o segundo andar aberto que percorre os principais pontos turísticos com guias turísticos que indicam as belezas da capital gaúcha e contam a história de cada lugar.
  
 
 
Porto Alegre está situada às margens do Guaíba, que uns chamam e rio, outros de lago ou de estuário. E foram as águas do Guaíba que ajudaram no crescimento da cidade e fazem parte da paisagem, da cultura e do nome da cidade. Antigamente a cidade era conhecida como Porto de Viamão, passando a ser chamada de Porto Dorneles quando a região foi concedida ao português Jerônimo Ornellas em 1740.
 
Quando chegaram os primeiros casais açorianos na região, passou a ser chamada de Porto dos Casais. E depois de tornar-se capital da região em 1773 passou a ser chamada de Porto Alegre. Uns dizem que o nome deve-se à beleza do Guaiba, mas é mais provável que seja devido ao povo alegre e de coração aberto que recebia as pessoas com um sorriso nos lábios e pelas alegres festas, que se tornaram uma tradição gaúcha.
 
 
 
 

 
 
 

Praça da Matriz: A Praça da Matriz é o coração da cidade e o centro político. Chamada antigamente de Largo do Palácio ou da Matriz, no entorno da praça estão diversos prédios de importância histórica e social para a cidade, tal como o Palácio Piratini, o prédio da Assembleia Legislativa, o Palácio do Ministério Público, o Palácio da Justiça, alguns casarões antigos, importantes espaços culturais e a Catedral.
 
No centro da praça está o monumento dedicado a Júlio de Castilhos que foi em 1891 um político do Rio Grande do Sul. A casa onde ele morava nas imediações da praça foi transformada no Museu Júlio de Castilhos, que é o mais antigo do Rio Grande do Sul. No acervo estão preservadas mais de 10.000 peças históricas de várias épocas. No pátio estão canhões que pertenceram à esquadra do grande herói Giuseppe Garibaldi.
 
A Catedral, que dá nome à praça está ligada à origem da cidade, teve início em 1753 quando era apenas uma pequena capela. Foi ampliada quando Porto Alegre tornou-se a capital do estado e só foi concluída catedral em 1986. A cúpula da catedral que se destaca na paisagem tem 75 metros de altura, sendo uma das maiores do mundo. Os três painéis de mosaico na fachada foram executados nas oficinas do Vaticano.
 
 
Igreja Nossa Senhora das Dores

 
Entre as diversas igrejas em Porto Alegre, a mais antiga é a Igreja Nossa Senhora das Dores de 1807, que se destaca por sua fachada com diferentes tendências arquitetônicas e sua longa e imponente escadaria. A obra demorou 97 anos para ser concluída. Segundo lendas, um escravo que trabalhava na obra foi acusado injustamente de roubo. Devido a isso ele rogou uma praga: que seu senhorio jamais veria a obra acabada. Coincidência ou não, a igreja só foi concluída após a morte do senhorio.
 
Outra muito antiga é a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de 1880, que manteve suas características iniciais originais. Um detalhe interessante acontece na Igreja de Nossa Senhora da Pompéia. A cada domingo a missa é celebrada num idioma diferente como Português, italiano, espanhol, alemão e coreano. Isso visa atender às diversas etnias da cidade, que também deram origem às igrejas evangélica, luterana e outros templos religiosos.
 
 
 

 
O Theatro São Pedro faz parte da moldura da Praça da Matriz, tendo grande valor histórico e considerado um dos mais belos do Brasil. Construído em 1858 em estilo barroco português, internamente é luxuosamente decorado com ouro e veludo. Além do espaço teatral há ainda o Café do Theatro, que tem uma sacada com mesas ao ar livre e vista para a praça.
 
Sua originalidade está nos cardápios temáticos inspirados nas peças em exibição. Atualmente o espaço ampliado é o maior complexo cultural da América latina. Nas imediações da praça está a Pinacoteca Ruben Berta, que é um bonito casarão e contém um relevante acervo de obras de arte doado à cidade pelo empresário Assis Chateaubriand.
 
 
 
 
 
Avenida dos Andradas/Rua da Praia: Muitas ruas, parques e outros locais de Porto Alegre são mais conhecidos por nomes populares. Uma dessas ruas é a Avenida dos Andradas, que é a rua mais antiga da cidade. Antigamente ela situava-se às margens do Guaíba, por isso era chamada de Rua de Praia. Devido a obras de aterramento a Rua da Praia hoje está no centro de Porto Alegre, mas continua sendo chamada Rua da Praia.
 
É nessa rua que está a Casa de Cultura Mario Quintana, que é um dos mais completos centros culturais do Brasil e da América Latina. Está instalada no antigo e elegante prédio do Hotel Magestic, que foi construído entre os anos de 1910 e 1933. Foi o primeiro prédio em concreto na cidade, tendo duas salas de teatro e cinco salas para apresentações artísticas.
 
Um corredor de paralelepípedos liga a rua da Praia à rua 7 de setembro, sempre movimentado pelos frequentadores do aconchegante Café dos Cataventos. O nome do café foi inspirado no primeiro livro de poesias "Rua dos Cataventos" do excêntrico poeta brasileiro Mario Quintana, que morou no Hotel Majestic por quase 15 anos. 
 
 
Praça da Alfândega
Feira do livro
 
 
 
 
 
 
Praça da Alfândega: Outro lugar de destaque é a Praça da Alfândega, que é famosa por suas grandes paineiras, ipês e jacarandás, onde estão os suntuosos edifícios ocupados pelo Centro Cultural Santander, o Museu de Arte/MARGS e o Memorial de Cultura e Memórias Gaúchas. Em meados de outubro, quando é realizada a Feira do Livro, a praça se transforma em uma grande livraria com centenas de bancas de editoras sendo a maior feira de livros da América Latina.
 
 
 
 
bistrô
 

Num dos imponentes prédios da Praça da Alfândega está o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, conhecido como MARGS. Construído em 1913, o prédio tem vitrais, mármores, ornamentos e um dos acervos mais importantes do país.

A arte gaúcha do século 20 é a base da coleção, com diversas obras de importantes artistas. Tal como os grandes museus europeus, na Loja do MARGS há venda de catálogos e livros de arte. Um detalhe interessante é o acolhedor bistrô ao lado do MARGS, que tem no cardápio pratos que levam nomes de importantes pintores.
 
 
Santander Cultural

Café no cofre
 
Nos três andares do Santander Cultural, a arquitetura externa neoclássica contrasta com a modernidade do interior onde acontecem exposições temporárias de arte contemporânea, shows de música popular, sessões de cinema e mostras de arte. O prédio, que foi construído em 1932 para ser a sede do banco, tem no subsolo antigos cofres que foram transformados em sofisticados cafés e restaurante. As escadarias de mármore conduzem a um grande salão central iluminado por uma claraboia com magníficos vitrais de origem francesa.
 
 

Mercado Público

 
 

 
Essa é uma região de belos casarões e interessantes construções históricas, como o Mercado Público de Porto Alegre que é um mundo de tradição, diversidade e beleza ligado à memória e ao imaginário da cidade. Construído e inaugurado em 1869 sobre o 1º aterro da cidade onde havia um modesto comércio, o belo prédio do mercado reúne produtos típicos, especiarias, artesanato, lojas de vinhos e cachaçaria, pães, peixes e milhares de outros produtos.
 
É o maior centro de compras da cidade e neste festival de cheiros, cores e sabores não faltam cafés aconchegantes, famosos sorvetes caseiros, comidinhas de bar e uma culinária variada de restaurantes centenários. O prédio histórico erguido na época da escravidão guarda muitas crenças e lendas, que podem ser conferidas no Memorial do Mercado. Após um incêndio que consumiu parte da estrutura, recentemente o mercado foi reformado.
 
 
Prefeitura

entrada da prefeitura
fonte da prefeitura
  
 
A rica burguesia dos anos de 1900/1930 deram a Porto Alegre construções suntuosas e cheias de decorativismos, que se vê entre outros no prédio da prefeitura ladeado pelos leões de mármore. Situada nas imediações da grande praça do mercado, tem à sua frente uma linda fonte de azulejos decorados e uma placa comemorativa.
 
 
 
antiga Cervejaria Bopp


prédios da Livraria e da Riachuelo
 
 
prédios da Tumelero e Confeitaria Rocco
 
 
Um dos antigos e famosos prédios de Porto Alegre é o da antiga Cervejaria Bopp de 1881, que hoje é parte de um shopping. Outro é o prédio da antiga e famosa Confeitaria Rocco, que foi construída pelo italiano Nicolau Rocco. Na fachada sobressaem os enormes atlantes, que lembram os telamons da famosa Casa degli Omenoni em Milão. 
 
 
 
cais do porto
cais do porto
 
Orla do Guaíba: Do mercado chega-se à orla do Guaiba, de onde partem vários barcos que fazem passeios pelo Guaíba e canais do Delta do Jacuí, com suas várias ilhas, canais, pântanos e charcos que se formam no encontro dos rios Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí. São as águas que passam pelo Delta que formam o lago Guaíba, cujas águas seguem para a Laguna dos Patos e daí para o Oceano Atlântico.
 
Saindo de diferentes lugares e com diferentes trajetos, os passeios de barco oferecem uma vista pouco usual da cidade e uma das mais belas vistas da capital gaúcha, além dos grandes armazéns amarelos do Cais Mauá que ressaltam a origem portuária da cidade. O extenso porto é dividido entre os cais Mauá, Navegantes e Marcílio Dias por onde transitam alguns navios de carga, já que grande parte está desativada. 
 
 

Museu Iberê Camargos
Gasômetro



Na orla do Guaiba está o Museu Iberê Camargos, uma grande construção em concreto branco que preserva mais de 4.000 obras do grande pintor brasileiro Iberê Camargo. É também o local da Usina do Gasômetro ou simplesmente Gasômetro, que funciona como um centro cultural com auditórios e galerias de arte.
 
Há muito tempo esse local era uma antiga usina de geração de energia, que na verdade era movida a carvão e foi desativada em 1970. A usina termelétrica foi inaugurada em 1928, tendo sido chamada de Gasômetro devido à proximidade com a antiga Usina de Gás. A chaminé de 117 metros foi construída em 1937 para amenizar os problemas causados pela emissão de fuligem.
 
 
por do sol no calçadão
 
O Gasômetro e o Calçadão da praia de Ipanema são considerados lugares especiais para contemplar o por do sol do Guaíba, cantado em prosa e verso como um dos mais lindos do mundo.

O Calçadão é um dos lugares para passear, caminhar, praticar esportes e andar de bicicleta. Até 1930 não existia nada no local, até que um apaixonado pela praia de Ipanema no Rio de Janeiro deu início a uma casa de veraneio. Logo apareceram outras transformando o local num bairro arborizado à beira do lago Guaíba.
 
 
Igreja Nossa Senhora Mãe de Deus
vista panorâmica de Porto Alegre
 
Morro da Pedra Redonda: Outro bairro dessa região é a Pedra Redonda, que foi denominado devido ao formato das rochas encontradas na orla. A praia é imprópria para banho, mas predominam os condomínios de alto padrão. Desse ponto chega-se até o alto do Morro da Pedra Redonda de onde se tem uma majestosa vista panorâmica de 360º de Porto Alegre, com seus morros, enseadas e ilhas do Lago Guaíba até o Farol de Itapuã.
 
No alto está a Igrejinha de Nossa Senhora Mãe de Deus, que é a santa padroeira de Porto Alegre. Foi projetada para resistir aos fortes ventos, tendo vitrais que lhe proporcionam transparência e telhados inclinados até o nível do solo. No altar existem grandes imagens sacras esculpidas na Itália em madeira maciça de tília. O campanário e outras instalações para o público estão em separado do santuário, que em épocas de romaria realiza celebrações ao ar livre.
 
Também pode-se vislumbrar a cidade do alto do Morro Santa Tereza e do Morro do Turista que tem uma vista espetacular da região metropolitana. No Morro do Osso, da zona sul há resquícios preservados de um antigo cemitério indígena. É do alto que pode-se distinguir os amplos espaços verdes de Porto Alegre que são motivos de orgulho dos porto-alegrenses, que circulam por esses locais, faça frio ou calor munidos de seu kit chimarrão: cuia, bomba, garrafa térmica e erva.
 
 
Parque Moinhos de Vento ou Parcão

 
Parcão: O Parque Moinhos de Vento, também chamado Parcão, está no sofisticado bairro Moinhos de Vento que teve seu nome originado dos grandes moinhos que transformavam o trigo em farinha.
 
Centenas de pessoas usam o parque para a prática de esportes e cooper em suas áreas arborizadas, tendo a administração uma réplica de moinho cercada por um largo artificial com pequenos animais, uma mini-cascata e divertimento para as crianças. Fim de semana no Parcão é sinônimo de gente bonita, rodas de chimarrão nos gramados e muita descontração.
 
 
Parque Farroupilha ou Redenção

 
Parque da Redenção: No centro, o famoso Parque Farroupilha é popularmente conhecido por Parque da Redenção, assim chamado em homenagem à libertação dos escravos e por ter sido Porto Alegre a primeira cidade do país a abolir a escravatura. Em 1935, em homenagem aos cem anos da Revolução Farroupilha, o nome do parque mudou para Farroupilha mas para o povo gaúcho continuou sendo Parque da Redenção.
 
É o mais tradicional ponto de lazer e de convivência, sendo um dos locais preferidos para manifestações culturais de rua. Nos finais de semana muitas pessoas passeiam na enorme área repleta de monumentos, recantos temáticos, um grande lago, pista de atletismo e jogo de bocha.
 
O Parque oferece um irresistível passeio entre as centenárias árvores e espécies nativas, sobretudo durante a primavera quando os ipês roxos e amarelos sublimam a paisagem do local. Dentre os valiosos monumentos, há uma fonte luminosa que foi produzida em Nova Iorque e um arco do triunfo em homenagem aos mortos da Segunda Guerra Mundial.
 

 
Brique da redenção

 
É na Redenção que fica o pitoresco Mercado Bom Fim, com lojas de artesanato, produtos naturais, bares, restaurantes, floriculturas e uma loja de produtos da comunidade indígena gaúcha que vende artesanato dos povos Caigangues e Mbyá Guaranis. Aos sábados acontece a Feira Ecológica com a comercialização de produtos naturais. Aos domingos torna-se um dos pontos mais tradicionais e visitados da capital.
 
Mais do que um brechó ou uma simples feira, o Brique da Redenção faz parte do patrimônio cultural da cidade. Chamado antigamente de Mercado das Pulgas, é o lugar que reúne famílias, casais e tribos exóticas que transitam na área para tomar um chimarrão. Eles são a plateia de capoeiristas, músicos e artistas de teatro que fazem do movimento do lugar o palco para apresentar esquetes de peças em exibição na cidade.
 
Um ponto alto do brique são os artesanatos, antiguidades e quitutes nas 300 tendas montadas ao longo da avenida arborizada. O Brique é a expressão das raízes e da tradição gaúcha, que aparece nas obras de centenas de artistas. Há quem simplesmente vai ao brique para estar cercado da aura mística que reúne pessoas de todas as classes e crenças para desfrutar momentos de convivência. Alguns vão em busca do inesperado, porque no brique sempre há algo de novo capaz de surpreender e é sempre um mistério a ser desvendado.
 
 
Museu de Ciência e Tecnologia
Museu de Ciência e Tecnologia
 
Jardim Botânico: Nas imediações do Jardim Botânico, que é um dos cinco maiores do Brasil, existe um lugar muito interessante que estimula a curiosidade. É o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC, um verdadeiro parque temático contendo 800 experimentos científicos e tecnológicos. Equipamentos interativos e muitas engenhocas estão expostas em três andares, onde muitas adultos e crianças se divertem descobrindo conhecimentos surpreendentes.
 
Um dos destaques é o Giroscópio Humano, que dá a sensação de estar flutuando em um ambiente sem gravidade. O Show de Eletricidade de Van de Graaff expõe a eletrostática de forma prática e interativa. A Casa Genial é uma residência completa, que ensina e incentiva a utilizar a energia elétrica de forma racional. O MCT disponibiliza noções de economia e atitudes ecologicamente corretas. Física, química, comunicação, seres vivos, universo e tecnologia estão reunidos nesse espaço, que em horários específicos tem sessões de cinema 3D.
 
 
avenida da orla
estádio Beira Rio de Porto Alegre
 
Estádio: Depois de tomar um chimarrão na Redenção, seguindo pela avenida da orla chega-se ao Estádio Beira Rio onde serão realizadas algumas partidas da Copa do Mundo 2014. Porto Alegre receberá as delegações provenientes da França, Honduras, Austrália, Holanda, Coreia do Sul, Argélia, Nigéria e Argentina. 

O estádio foi totalmente reformado e ganhou uma elegante estrutura em forma de gomos. A rivalidade futebolística faz parte da cultura local, que tem o Grêmio e o Internacional como as maiores equipes da cidade. Na torcida se faz vibrante a alma campeira.
 
 
Monumento gaúcho

 
Parque da Harmonia: Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul e dos Pampas, que são as extensas planícies que dominam a paisagem do Sul do Brasil. Em frente ao terminal do Aeroporto está o monumento que representa o gaúcho em trajes típicos, sendo o símbolo do folclore e da cultura gaúcha. E o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, também chamado de Parque da Harmonia, é destinado à cultura tradicionalista.
 
No parque há amplos espaços para lazer e locais para fazer um churrasco, que é tradicional aos domingos. Em setembro é onde se realiza o evento conhecido como Acampamento Farroupilha, que nasceu junto com a criação do Parque da Harmonia. É uma das maiores festas folclóricas do Brasil, que reúne diversos aspectos da tradição campeira gaúcha como o fogo de chão, danças de invernada, dança dos facões e a chula embalada pela gaita e violão.
 
  
 

 
 
 
Tradições: Nos Pampas nasceu o gaúcho, uma figura histórica dotada de bravura e espírito guerreiro. Resultado de lendárias batalhas e revoltas por disputas de fronteiras entre os reinos de Portugal e da Espanha, a lendária Guerra dos Farrapos em 1835 teve início na capital no local da Ponte de Azenhas. Embora o conflito tenha sido sufocado, foi marcante na história do gaúcho que hoje celebra com desfiles o seu mito.

Gaúchos estão sempre prontos a cevar um mate e compartilhar sua hospitalidade, enquanto aguarda o churrasco
de costelão para mais uma vez partilhar o pão. Porque ser gaúcho não é uma questão de geografia, mas antes de tudo uma filosofia de vida. Erva da boa, cuia amansada, bomba de prata e água bem quente. Fervendo, nunca. E aí põe na roda e gira, se mudar o sentido dá briga. Chimarrão esquenta o frio, esfria o calor e cura ressaca. Se abanque e mateie, tchê! Assim é o convite para tomar chimarrão. Bah! barbaridade tchê.

 

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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