quinta-feira, 31 de maio de 2012

Palmeira dos Índios, a princesa do agreste

Palmeira dos Índios é uma das cidades mais privilegiadas do nordeste por ter inúmeras serras, quedas de águas e muitas trilhas. Localizada no agreste alagoano a 130 km de Maceió, a cidade tem destaque na cultura do estado de Alagoas sendo o local onde viviam os índios Xucurus e o escritor Graciliano Ramos. 


Cristo Redentor na Serra do Goiti

No alto da Serra do Goiti, uma réplica do Cristo Redentor estende os braços sobre a cidade como se fosse um gesto de proteção. É uma das principais atrações turísticas de onde se tem uma vista panorâmica da cidade.





Com um comércio movimentado, é passeando no calçadão do mercado ou na feira de sábado que se pode conhecer toda diversidade cultural da cidade e provar dos pratos regionais, sendo um deles a deliciosa carne com macaxeira. 


Museu Xucurus

No prédio antigo de uma igreja construída pelos escravos no século 18 funciona o Museu Xucurus, rico em peças antigas que contam a história da cidade. Palmeira dos Índios foi no passado cenário de violentas disputas políticas e atualmente é a terceira maior cidade do estado.

Com muitas trilhas que podem ser percorridas por caminhadas, de bike e de moto, belas cachoeiras aparecem em diversos locais, como a Cachoeira Antonio Vitório e a Cachoeira do Caldeirão que tem uma beleza singular. 


A trilha da nascente do Rio Coruripe na região do baixo cafundó pode ser alcançada caminhando ou de bike. A Barragem do Bálsamo é um imenso espelho d'gua localizado na região serrana, que serve de irrigação para toda região e também atrai turistas principalmente os que gostam de boas trilhas e muita aventura.


Praça do Açude

A presença indígena marca a Praça do Açude onde há uma estátua de bronze de uma índia, isto porque no passado toda a região era habitada pelos índigenas. A cidade surgiu em 1770 quando chegaram os frades que se propunham a converter os índios ao cristianismo e construiram uma capela com ajuda dos índios. Devido às inúmeras palmeiras, foi dado o nome à cidade: Palmeira dos Índios. Porém um historiador que estudava e tinha acesso aos índios xucuru-cariris, criou uma lenda para o nome da cidade.

Conta a lenda, que há muitos anos atrás havia um índio chamado Tilixi que era apaixonado por uma índia chamada Tixiliá. No entanto, era um amor proibido pois a índia estava prometida ao cacique Etafé. Durante uma festa tribal, Tilixi se aproximou de Tixiliá e lhe deu um beijo. Como castigo, Tilixi foi condenado a morrer de fome.

Tilixiá foi proibida de ver Tilixi novamente, mas sabendo do sofrimento de seu amado ela foi ao seu encontro. Quando o cacique encontrou os dois juntos, Tixiliá foi atingida mortalmente por uma flecha e morreu junto a seu amado. No lugar onde morreu o casal apaixonado nasceu uma formosa Palmeira dos Índios.

Para conhecer a cultura indígena e seus trabalhos de artesanato, é possível agendar uma visita à aldeia dos Xukuru-kariri na Mata da Cafurna a 2 km da cidade através da Secretaria de Turismo. Além de serem muito hospitaleiras, as pessoas de origem indígena mostram com orgulho as suas tradições e identidade cultural, apesar de viverem próximas à área urbana. A Barragem da Cafurna está nas áreas que pertencem à aldeia.




Prefeitura de Palmeira dos Índios
Biblioteca  Municipal

Com a extinção do sistema ferroviário, a antiga estação ferroviária foi transformada em biblioteca pública e espaço de preservação cultural e histórica. Uma seção inteira é reservada aos escritores da terra e à literatura alagoana. Poetas e escritores de Palmeira dos Índios aparecem pintados no mural. O ilustre escritor Graciliano Ramos recebeu também em sua homenagem um busto gigante na entrada da cidade. 


Museu Graciliano Ramos
Sala do Museu

Graciliano Ramos, que foi prefeito da cidade em 1928, incluiu o cotidiano da cidade em seu livro "Caetés". Foi nesta cidade que ele iniciou sua carreira política e literária. A casa onde ele viveu tornou-se o Museu Graciliano Ramos onde estão utensílios pessoais, fotos, capas das edições originais, vestuário e documentos. Nos fundos da casa os administradores criaram um centro cultural e de eventos.

Autor de muitas crônicas, livros de contos, romances e memórias, Graciliano Ramos foi incluído entre os grandes escritores da literatura mundial de todos os tempos. O escritor exaltou a vida no Nordeste em seu livro "Vidas Secas" mostrando as dificuldades do cotidiano de uma família nordestina retirante.



2 comentários:

* Edméia * disse...

*Lúcia, bom dia !!! :)

*Olha, sou filha de uma

Pernambucana sertaneja com um

mineiro de Bocaina de Minas !

Infelizmente, ainda !!!, não

conheço a região nordeste

do nosso querido Brasil, todavia,

depois que eu me aposentar,

pretendo fazê-lo !!!

*Lúcia, tenho um irmão que se

chama Fabiano por causa do

personagem protagonista do livro

"Vidas Secas" de Graciliano Ramos

! Meu pai era uma pessoa que

gostava de ler e lia muito !!!

Tínhamos uma pequena biblioteca

em casa !!!

Matheus Araújo disse...

Palmeira e reaumente uma cidade cheia de historias e eu gosto de falar sobre isso no meu blog o WWW.MAMFNEWS.TK

Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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