segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rondonia, Terra de ouro e diamantes



O Estado brasileiro de Rondônia teve seu nome originado de uma justa homenagem ao sertanista Cândido Mariano da Silva Rondon. Porto Velho, a capital do Estado, é a mais antiga cidade que está às margens do Rio Madeira, uma das maravilhas naturais da região. Principal braço direito do Rio Amazonas, o Rio Madeira possui grande quantidade de ouro em seu leito e até pouco tempo, na época da vazante, abrigava 30 mil garimpeiros.









Conhecidas como As Três Marias, as três caixas d'água da praça de Porto Velho são símbolos da cidade. Erguidas em 1910 e 1912, foram construídas pela Chicago Bridge & Iron Works. São três tanques com capacidade para 200.000 litros de água que serviam para abastecer a cidade de Porto Velho até o ano de 1957, funcionando por ação da gravidade.





O Rio Madeira tem águas barrentas porque é um rio novo e possui correntezas fortes que deram origem ao seu nome. É chamado de Madeira devido as árvores que são arracandas com violência pelas suas correntezas e vão parar no meio do rio. O curso do rio Madeira é dividido em dois níveis: Alto Madeira, um trecho das cachoeiras e corredeiras e o Baixo Madeira. Dois lagos se destacam pela sua importância biológica: Lago do Cuniã e o Lago Belmont.

Descendo o Rio Madeira, a partir de Porto Velho, chega-se à Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, um dos mais belos lagos da Amazônia. É uma região repleta de igarapés, que atravessam campos e florestas inundadas - os igapós - onde se concentram aves aquáticas, principalmente garças brancas e cor-de-rosa, jacarés e peixes como o pirarucu, o maior da Amazônia.







O rio Guaporé na fronteira Brasil-Bolívia forma ecossistemas inundáveis, semelhantes ao pantanal. Essa região está protegida pelos Parques Estaduais de Guajará Mirim e pela Reserva Biológica do Guaporé. No lado boliviano, é protegida pelo Parque Nacional Noel Kempf Mercado. É neste trecho que estão os grandes atrativos da pesca esportiva. Em Pimenta Bueno estáo os cenários belíssimos ao longo do Rio Comemoração, de canyous com até 60 metros de altura ao longo do rio, cachoeiras, cavernas e grutas.







Pode-se conhecer a região banhada pelo Rio Mamoré em passeios de barco ou hospedando-se em um moderno hotel à beira do rio. O encontro dos rios Mamoré e Pacaás Novos, com águas de cores diferentes, a junção dos dois rios causa um curioso efeito. O Hotel de Selva a 20 km de Guajará-Mirim à beira do rio Mamoré, tem cabanas confortáveis erguidas sobre palafitas e passarelas em meio a floresta com quase 2 km de extensão.

Guajará-Mirim, que significa "cachoeira pequena" em tupi-guarani, é uma pequena cidade à beira do rio Mamoré na divisa entre o Brasil e a Bolívia. A cidade nasceu com a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, no início do século 20. O início da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré deu impulso para o povoamento da região.





O Museu Ferroviário, instalado próximo ao rio Madeira, expõe as peças e vagões da antiga Estrada de Ferro - EFMM, inclusive a "Maria Fumaça" a máquina a vapor que fazia parte do complexo. A ferrovia tinha mais 360 km de extensão e tornou-se famosa pela ousadia da empreitada na época e foi desativada em 1972. Hoje, a estrada de ferro é utilizada para passeios turísticos. O trajeto acompanha as curvas do rio Madeira em um passeio na selva amazônica.









No século 17, os portugueses que dominavam o Brasil na época, construíram diversas fortificações na fronteira, como o Forte Príncipe do Beira, O Forte Coimbra e o Forte de Macapá. O Forte Príncipe da Beira, na cidade de Costa Marques, é uma construção faraônica dentro da floresta amazônica e o monumento histórico mais antigo do estado na margem direita do rio Guaporé, fronteira entre o Brasil e a Bolívia. São 970 metros de extensão e 10 de altura. Construído em 1776 por ordem do Rei de Portugal com objetivos militares, nunca serviu para tal finalidade.





A região tem lindas cachoeiras. A Cachoeira de Teotônio a 18 Km de Porto Velho, tem destaque por suas águas violentas. Sendo um grande obstáculo à navegação, foi a razão da localização de Porto Velho. Símbolo da pujança do Rio Madeira, com trágicas histórias de pescadores que desafiaram as forças da natureza, nos meses de agosto à outubro se torna ideal para a pesca.

A baixa do rio Madeira forma belas praias em suas margens e em ilhas que emergem no centro do rio. Próximo dos pedrais que formam a cachoeira, tem-se os melhores pontos de pesca. Com a construção das Usinas de Jirau e Usina Santo Antônio no rio Madeira muitas cachoeiras e corredeiras serão submersas alterando a paisagem, mas cada por do sol continuará a ser único; uma pintura que nunca se repete.







2 comentários:

Flavia1971 disse...

Essas fotos maravilhosas foram tiradas por voce? Eu estou de mudanca para Rondonia (Nova Dimensao) que nem cidade eh ainda. Nao tem nada lah, espero que pelo menos a natureza seja tao linda qto o que vc mostra em suas fotos.

Lucia de Belo Horizonte / MG disse...

Olá Flavia: A natureza é linda em qualquer lugar e com certeza em Rondônia existem muitos outros lugares lindos. Desejo que você curta bastante a sua nova morada e depois me conte como é a cidade de Nova Dimensão. Abraço, Lucia

Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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