segunda-feira, 4 de julho de 2011

Macapá, limite dos hemisférios norte e sul





Encravada na Amazônia, Macapá, a capital do Amapá, é a morada ideal para garças, flamingos, tucanos, guarás, tartarugas marinhas e muitos outros animais que dão um colorido especial ao verde da floresta.

Situada às margens do Rio Amazonas, é a única capital da Terra cortada pela Linha do Equador onde faz um calor incrível. Com um clima equatorial, embora os termômetros possam marcar 35º a sensação térmica é de 45º.
 




 

Marco Zero: O monumento Marco Zero, um obelisco de 30 m de altura com uma abertura no alto, permite nos meses de março e s
etembro apreciar a luz do Sol projetando um feixe de luz que cai sobre a linha do equador.

Estando exatamente na latitude zero, que marca o limite entre o hemisfério Sul do hemisfério norte, na cidade tem-se o privilégio de assistir o fenômeno do equinócio que marca o início das estações nos hemisférios Sul e Norte, quando os dias e as noites duram exatamente 12 horas. No Relógio do Sol pode-se contemplar o fenômeno natural.


 


Acesso: Macapá é a única capital do que não se liga a outras capitais do Brasil através de rodovias. O acesso à capital é feito somente por
barco ou avião; apenas dentro do estado existem rodovias que interligam as cidades.

A partir do Porto de Santana, a 28 km de Macapá, existe uma variedade de passeios de barco pelas ilhas do Rio Amazonas, incluindo a ilha de Marajó, os igarapés, os estreitos canais entre as ilhas.

No Rio Oiapoque, os passeios de barco levam à natureza exótica e selvagem até à área de fronteira com a Guiana Francesa. O Amapá é o estado que tem a cobertura florestal mais bem preservada do Brasil.

O Trapiche Eliezer Levy foi por muito tempo o ponto de chegada e saída da cidade, que inspirou muitos poetas. Antes do trapiche, as embarcações aportavam na chamada Pedra do Guindaste onde hoje está a imagem de São José - o padroeiro da cidade.





 


Forte de São José: A Igreja de São José de Macapá é um marco histórico, sendo o monumento mais antigo da cidade.
Outro monumento histórico é o Forte de São José na entrada da cidade. Visto de cima, o forte se assemelha a uma estrela devido aos seus baluartes. Considerado uma das sete maravilhas do Brasil, é um exemplo da forte influência francesa na cultura regional.










Praias e lagos: Em Macapá o rio Amazonas tem suas águas domadas nas praias da Fazendinha e do Araxá, formando belas praias que são ótimas para os esportes náuticos. Belos panoramas se formam também nos Lagos Ambé e Curiaú e na Lagoa dos Índios onde as garças brancas fazem contraste com os campos verdes alagados e a vegetação aquática.

O Arquipélago de Bailique, a 180 km de Macapá com 8 ilhas, é formado pelo encontro das águas do Rio Amazonas com o oceano Atlântico. Nas 8 ilhas estão as comunidades de pescadores, onde existem praias, manguezais e igarapés.



 

A Cachoeira de Santo Antônio situada em Laranjal do Jari, a 270 Km de Macapá e cercada pela floresta tipicamente amazônica, proporciona um cenário de rara beleza e exotismo no interior da Amazônia Oriental. A visão da cachoeira é extasiante, com suas águas caindo quase 30 metros numa região de grandes castanhais.






Pororoca: No Pará e Amapá ocorre um dos maiores espetáculos da natureza, é a Pororoca que prenuncia a enchente. Alguns minutos antes de chegar, há uma calmaria, um momento de silêncio. As aves se aquietam e até o vento parece parar de soprar.

Quando ela se aproxima, os caboclos já sabem e rapidamente procuram um lugar seguro como enseadas ou
mesmo os pontos mais profundos dos rios para aportar suas embarcações. Se a canoa estiver na "baixa-mar" onde a pororoca bate furiosa e barulhenta, destrói a canoa e leva tudo consigo junto com as árvores das margens do rio.
 



O fenômeno natural, que conjuga beleza e violência no encontro das águas do mar com as águas do rio Araguari no litoral do Amapá, acontece nos estuários rasos de todos rios que desembocam no golfo amazônico, principalmente na foz do grandioso e mais imponente rio, o Amazonas. No Pará a pororoca acontece em vários pontos mas é em São Domingos do Capim que o fenômeno pode ser melhor apreciado.






O município de São Domingos do Capim ficou conhecido internacionalmente pelo Campeonato de Surf na Pororoca que atrai, ano após ano, esportistas, jornalistas e curiosos de todos os cantos do mundo. O cenário de bancos de areia, ilhas e margens de rios da Amazônia é perfeito para o encontro das ondas de maré que se formam quando as águas do mar tentam invadir o rio, formando uma grande onda.
Formando uma elevação súbita das águas junto à foz, provoca o encontro das marés ou de correntes contrárias, como se estas encontrassem um obstáculo que impedisse seu percurso natural. Quando ultrapassa esse obstáculo, as águas correm rio a dentro em quase 50 km, com uma velocidade de 10 a 15 milhas por hora subindo uma altura de 3 a 6 metros.

Formam-se os grandes espumeiros que, dependendo das condições do vento, transformam-se em ondas perfeitas, com paredes de mais de 5 km de extensão e mais de 30 minutos de duração. O barulho ensurdecedor ouve-se com até duas horas de antecedência vinda da cabeceira da Pororoca. Quando ela passa, forma ondas menores que violentamente morrem nas praias.






Há várias explicações da causa da Pororoca, porém a principal consiste na mudança das fases da lua nova e cheia, principalmente nos equinócios, quando o Sol está alinhado ao Equador. Com maior propensão da massa líquida dos oceanos, essa força na Amazônia é percebida a mais de 1.000 km.

A Pororoca é um fenômeno que definitivamente depende da maré. É quando a variação entre as marés baixa e cheia está maior. Na maré cheia, a água salgada encosta no muro. Na maré baixa, formam-se praias de lama de centenas de metros de extensão.

Apesar da pororoca ocorrer também em outros lugares, em nenhum outro lugar do mundo é tão intensa quanto na foz do rio Araguari no Amapá. O ruído surdo semelhante a um trovão e ouvido a quilômetros de distância, deu origem ao nome Pororoca, definido pelos índios da região com a expressão onomatopaica: poroc-poroc...


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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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