segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mateiros, o deserto brasileiro



Mateiros, uma pequena cidade do Tocantins, faz parte da região ecoturística do Jalapão, conhecido como o oásis do cerrado e considerado um dos 100 lugares mais interessantes do Brasil. A maior parte dos atrativos consagrados do Parque do Jalapão estão concentrados em Mateiros. As estradas não são pavimentadas e alguns trechos são de difícil acesso, mas os inúmeros atrativos naturais e a beleza da paisagem compensam o esforço.







O principal cartão postal do Jalapão são as Dunas de atípica coloração alaranjada, que dá uma curiosa sensação de estar em um deserto ou até mesmo em outro planeta. Quem passeia pelas Dunas vivencia sensações únicas diante da dimensão e beleza do lugar. As dunas chegam a 40 metros de altura e são cercadas por lagoas de águas cristalinas e refrescantes. Parece um oásis e o cenário inóspito, a dimensão das dunas de areias e as lagoas dão o clima exótico à região.







A mais famosa cachoeira do Jalapão fica no Rio Novo, a Cachoeira da Velha, que tem quase 15 m de queda e produz um barulho estrondoso. A
cachoeira impressiona pelo volume de água e pelo formato em ferradura dupla, que se estende por toda a largura do rio com quase 100 metros de uma margem à outra. O Camping do Vicente está próximo da cachoeira do Formiga que é famosa pela cor azul esmeralda da água com areia muito branca no fundo. Parece um aquário natural e a queda da cachoeira esculpiu pedras em formato anatômico. A temperatura da água é a mais quente da região.



O Fervedouro é uma experiência incrível de uma nascente de águas cristalinas que forma um poço com quase 6 metros
de diâmetro. A força da água que emerge faz com que as pessoas flutuem no poco, impedindo que elas afundem. A temperatura morna e o efeito borbulhante do fenômeno dão a sensação de se estar em uma piscina de hidromassagem natural. Por isso o Fervedouro não é um lugar só para se ver, mas para sentir.





A cidade é referência na produção do artesanato do capim dourado, uma arte da comunidade Mumbuca, composta por descendentes de escravos que sairam da Bahia em 1900 em busca de novas terras. As artesãs trabalham a matéria-prima que dá vida a chapéus, caixas, bolsas, fruteiras e finas bijouterias. As técnicas são passadas de geração a geração e encantam visitantes de todo o mundo, porque parecem feitos de ouro devido ao brilho e a intensidade da cor que emana das fibras do capim.



O Parque Nacional do Araguaia está situado em uma faixa de transição entre Floresta Amazônica e o Pantanal, com muitas espécies de plantas e animais, formando um dos cenários de rara beleza. Abrangendo parte das pequenas cidades de Pium e Lagoa da Confusão, as trilhas no parque só podem ser feitas com guias do parque. Na época das cheias, a área fica toda recoberta pelas águas, com exceção de uma parte conhecida como Torrão.

Com inúmeras espécies de aves e outros animais, o parque abriga alguns animais ameaçados de extinção que podem ser
observados em seu habitat mas não podem ser molestados; a caça e a pesca é proibida no parque. Dali se levam apenas fotos para recordar das aventuras naquela terra, onde se ouve o doce e folclórico canto do Uirapuru...



Nenhum comentário:

Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

Seguidores