sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mangue Seco, um cenário encantado



Mangue-Seco é uma pequena vila de pescadores em Jandaíra, no limite dos estados da Bahia/Sergipe, no entanto o acesso é mais fácil através de Aracaju. A dificuldade do acesso, exclusivamente de barco através do Rio Real, é o que torna Mangue Seco mais atraente e a mantém naturalmente rústica.





Apesar de ser mundialmente famosa como Mangue Seco, a pequena vila na realidade chama-se Santa Cruz da Bela Vista. Encravada entre dunas deslumbrantes, Mangue Seco embala as palhas dos coqueiros numa dança lenta entre o sol majestoso e a suave brisa. Aqui o tempo para e fica a contemplar a natureza em sua perfeição.




O local já foi cenário de novelas e filmes, por isso dá para imaginar o cenário natural maravilhoso desse lugar. Retratada por Jorge Amado no romance "Tieta do Agreste", a vila tornou-se famosa quando o livro foi adaptado para a televisão e para o cinema, usando como locações a natureza exótica da região.





As belezas raras e inesquecíveis das dunas, na praia, no rio, que se pode apreciar nas redes das pousadas, é capaz de envolver numa magia indescritível. O pequeno povoado tem inúmeras pousadas rústicas mas ninguém se importa com muito conforto, porque pouco se passa nelas.






As poucas ruas são cobertas de areia fina e macia. Por toda a margem, espalham-se pousadas, bares, restaurantes e casas de pescadores. Em 1930, a maré alta da Baía de Estância invadiu o vilarejo, fazendo desaparecer toda uma rua, com armazéns e sobrados. A partir daí, Mangue Seco parou no tempo.

Durante o dia, os passeios de bugre pelas dunas, os banhos refrescantes nas praias, passeios de canoa ou de saveiro, faz com que a gente descubra que a natureza e o mistério se entrelaçam para criar formas e sensações. À noite, se houver lua cheia, é puro encanto. Mas se não tiver lua, as estrelas criam um manto de louvor. Em Mangue Seco a gente tem certeza de que Deus existe e descobre que Ele mora ali...





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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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